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Surf

Veterano - nível 9

#699434
Bom dia galera,

hoje quero passar uma mensagem àqueles que não conheceram os seus pais, ou eles morreram, e que foram criados apenas com as suas mães, tias, avós, etc.

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Com a chamada revolução-sexual ocorrida nos anos 60-70, vários conceitos culturais e sociais que vigoravam até então, tais como o mercado de trabalho exclusivo dos homens, a família "padrão" constituída (pai - mãe - filhos) e o casamento "eterno", digamos assim, foram derrubados ou enfraquecidos.

Com isso, várias coisas boas aconteceram, tais como a inclusão das mulheres no mundo profissional e político, a igualdade de direitos de gênero (pelo menos no papel, o que já era considerado um grande de passo) e a quebra de vários paradgimas e preconceitos sócio-culturais, tais como "toda mulher divorciada não presta", todo homem mais "sensível" ao social, às emoções e aos laços afetivos é viado, etc.

No entanto, várias consequência, digamos, ruins aconteceram (não estou fazendo aqui um juízo de valor de bom e ruim para os casais daquela época, mas sim para as consequências para os seus filhos).

Uma delas, com certeza, é a quebra da unidade familiar e, por consequência, a perda de uma referência parental na criação dos filhos, ou seja, com a "libertação sexual" muitas pessoas "sairam fazendo filhos" a doidado por aí, sem, no entanto, assumirem as responsabilidades destes atos.

Isto ocasionou, em todo o contexto social ocidental, mas sobretudo no Brasil, um enormo vácuo parental oriúndo de pais e mães separados ou que abandonaram os seus filhos, o que, por consequência, gerou um exército de órfãos.

Logicamente, a maioria dos órfãos foram abandonados pelos PAIS, seja pela superproteção dada ao convívio materno (a guarda, geralmente, vai para a mãe), seja pela suposta prédisposição genética (tão exaltada aqui no PB, ressalte-se) dos homens sáirem por aí fazendo filhos (e deixando as mães na mão), ou por outras razões culturais, tais como o mito do homem sem rédeas tão proclamado nos filmes que estouravam por aí.

Eu diria que a geração mais afetada por esta perda da referência parental masculina é a nossa, qual seja, as pessoas de 20 a 30 anos (nascidas nas décadas de 70, 80 e 90). Eu, por exemplo, tenho pelos menos uns 10 conhecidos que não tiveram pai, ou que seus pais foram, no mínimo, ausentes.

Estes jovens, muitas das vezes, foram criados tão somente pela mãe, ou pela mãe com a preciosa ajuda da avó, das tias, ou seja, foram criados tendo, somente, referências FEMININAS em casa.

Como estas mães, ainda que tenham vivido a sua juventude no pico da época da "libertação sexual" (anos 60-70), tiveram criações um tanto quanto conservadoras (geralmente nascidas na década de 50, começo da década de 60), o estigma da mulher rodada (aquela que casa várias vezes) ainda era muito presente em seus inconsciente, fazendo com que, após o abandono do primeiro marido (pai do filho órfão), esta mulher não casasse nunca mais.

Isto ocasionou um criação, no filho (a), sem qualquer referência masculina, ou seja, o filho (a) não teve pai, não teve padrasto, não teve namorado da mãe, etc, ele SÓ TEVE REFERÊNCIAS FEMININAS em sua criação.


Bom, apresentado este contexto, que foi o meu caso (fui criado pela minha mãe, que trabalhava o dia inteiro, e pela minha vó, que cuidava de mim no entretempo), depois de muito sofrimento, angústia e insegurança, finalmente consegui compreender a importância que esta criação teve para mim, e consegui me libertar do que tanto me deixava para baixo, o que seja, o fato de nunca ter tido um pai.[/center]


1. NÓS SOMOS DIFERENTES DOS DEMAIS:


O modo feminino e o modo masculino de lidar com o contexto social é muito diferente.

Enquanto o cérebro masculino tende a, na relação meninos-meninos, fazer uma escala hirárquica de poder, ou seja, "eu sou mais/melhor que você", "eu tenho mais brinquedos que você", ou seja, baseado numa relação - / +, o cérebro feminino é baseado numa escala de conexão, ou seja, de empatia, no sentido de as meninas reagirem, uma com as outras, desta maneira: "eu também fiz isso", "eu sei como é sentir isso", "eu compreendo o que você está sentindo/dizendo".

Neste sentido, dá para aferir que os homens relacionam-se entre sí na escala do poder, enquanto as mulheres na escala de conexão.


HOMENS: eu sou mais/menos que você
MULHERES: eu sou/estou mais/menos próximo de você


Para os homens, o sou da expressão acima é imutável, ou seja, ele SEMPRE é mais/menos que o outro, demonstrando um senso de empatia/compreensão muito limitado.

Para as mulheres, o sou/estou da expressão demonstra que a relação de conexão entre ela e o outro (a) varia, ou seja, uma hora está mais próxima, outra hora está mais distante.

Sendo ssim, por terem somente referências femininas em suas criações, os órfão-de-pai aprenderam ou se acostumaram com este modo FEMININO de se relacionar socialmente/afetivamente, qual seja, na escala da conexão.

Por mais que tenhamos (eu tive, por muito tempo) a impressão de que não somos acostumados e que, por consequência, somos inferiores ao "demais meninos que tiveram pai", hoje eu tenho a CERTEZA que sou muito mais capacitado para entender o cérebro feminino e para me relacionar assertivamente e com inteligência (sobretudo emocional e relacional), pelas seguintes razões:


1.1. O CÉREBRO FEMININO É MUITO MAIS HÁBIL SOCIALMENTE: isto é comprovado pela maioria das pesquisas científicas que estudam as diferenças de gênero. Enquanto os homens são melhores nas resoluções de problemas, na relação corpo/espaço, e na matemática (ou seja, objetivos), as mulheres são melhores nas relações sociais e nas habilidades sociais, tais como a empatia, a compreensão, a assertividade, etc.

Isso quer dizer que as mulheres sabem "ler mentes" melhor que os homens, sabem compreender as emoções alheias, sabem se colocar na posição dos outros, e, por consequência, tem um panorama melhor de como agir.


b]1.2. O CÉREBRO FEMININO É MAIS MANIPULADOR[/b]: isto que dizer que a mulher é mais esperta, sim, mais esperta que os homens. Ou seja, quando a mulher fica descontente, ela, normalmente, não sai chutando/quebrando,machucando os outros, mas sim manipula a mente, se fazendo de vítima, muitas das vezes, e revertendo o jogo.

Quem já se relacionou/relaciona maritalmente ou em um namoro sabe disso.


1.3. O CÉREBRO FEMININO É MAIS SÚTIL: ou seja, dá a entender, quer dizer, pede mas não pede, etc. Isto demonstra um controle sobre a mente do outro (sobretudo dos homens), uma vez que o confunde e o manipula em seu favor, sem parecer direto demais, arrogante, frio, etc.

* Quando eu falo "cérebro feminino" quer dizer que estas características cognitivo-comportamentais pode ser encontradas tanto em mulheres quanto em homens, ou seja, não se limitam ao sexo, mas sim a padrões, sejam genéticos, sejam sócio-culturais (como nos casos dos órfãos-de-pai)


2. PENSE COMO MULHER, AJA COMO HOMEM



Todas as características listadas acima, bem como inúmeras outras que expõem as diferenças dos padrões sociais dos homens-mulheres (Saiba mais em BARON-COHEN, Simon. Diferença essencial - A verdade sobre o cérebro de homens e mulheres. Editora Objetiva, 2003 e; TANNEN, Déborah. Você simplismente não me entende. Editora Best-Seller, 1990), denotam que as mulheres são seres mais dotadas de habilidades sociais e, por consequência, de sedução, do que os homens.

Os seja, o intelécto social das mulheres é mais desenvolvido, mais inteligente.

Neste sentido, certo dia encontrei aqui no PUA uma frase muito sabia, não me lembro quem postou, que era:




"PENSE COMO UMA MULHER E AJA COMO UM HOMEM".


Todos aqui concerteza, em sua infância, foram obrigados a conviver com um protótipo de ogro "alpha" que fazia bullyng na escola (eu, inclusive, já tive minhas atitudes neste sentido).

Este comportamento, qual seja, de humilhar, rebaixar, ridicularizar o colega é próprio dos meninos, os quais, através desta prática, reafirmam o seus status de poder no contexto social (o que agredia era sempre o fodão, não é verdade?).

Eu, apesar de já ter tido estes acessos de bullyng, sempre me posicionei no lado dos mais fracos, inclusive já bati (por meus ótimos atributos físicos e de agilidade/potência/força) em vários metidos a machões/ridiculizadores por aí, o que, para mim, sempre foi um passatempo muito divertido.

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As mulheres, no entanto, são muito mais sútis, ou seja, apesar de, sim, competirem (e muito) entre sí, esta competição é muito mais psicológica, menos física e mais indireta.

Apesar do comportamento típico feminino de fazer intrigas, fofocas e plantar fatos-verdades para rebaixar suas oponentes ser lastimável, tal comportamento é muito mais inteligente, por exemplo, no meio ambiente social e corporativo, o que faz as mulheres, cada vez mais, conquistarem altos cargos nas coorporações e empresas (ngm chega a chefe espancando seu colega, não é?).

Mesmo assim, as mulheres tem muito mais compreensão, e muitas vezes as algozes tentam reeincluir as suas vítimas de suas falsas intrigas, enquanto que os homens SÃO MUITO MAIS AFOITOS À DISPUTA PELO PODER.

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Ou seja, os homens, pela minha compreensão darwiniana de querer ser o "macho alpha", sempre vão querer chegar ao topo, à todo custo, e rebaixar os demais homens, para parecer "O" melhor, "O" mais inteligente, "O" mais hábil", "O" mais rico, ou seja, é muito mais corruptivel, corrompível, desleal, impiedoso.

E é aí que surgem NÓS, os orfão-de-pai que não entendem esta disputa rídicula (muitas vezes incentivadas pelos próprios pais) que os demais meninos-homens travam entre sí.


Ou seja, por mais que, na primeira impressão, "O" melhor, "O" mais inteligente, "O" mais hábil", "O" mais rico chame a atenção, ou seja, atraia mais mulheres para sí, estas mulheres, com o decorrer da convivência, vão SE ENCHER de tanta arrogância, prepotência e BURRICE dos supostos machos-que-se-acham-alphas, simplesmente por que eles NÃO AS COMPREENDEM, eles não sabem como o cérebro feminino age (e nós, orfãos-de-pai, sabemos muito bem).

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"O" ridículo

Ou seja, enquanto os supostos machos-que-se-acham-alphas disputam o melhor cargo na empresa, o melhor cargo político, o melhor salário, NÓS, orfãos-de-pai, comemos as suas mulheres e as consolamos tanto sexualmente (uma vez que quem está sempre em busca do "melhor" não tem tempo para satisfazer sua parceira) quanto emocionalmente, porque NÓS A ENTENDEMOS, NÓS SABEMOS LIDAR COM ELAS, NÓS SENTIMOS O QUE ELAS SENTEM, COMPREENDEMOS O QUE ELAS PENSAM.

Ou seja, SE VOCÊ É UM ÓRFÃO-DE-PAI e sempre se sentiu diminuído por não ter tido uma referência masculina (e burra) dentro de casa, PODE TRATAR DE TIRAR ESTE ESTIGMA DE DENTRO DE VOCÊ, porque você é o que mais entende das mulheres.


* Ps.: não estou querendo dizer, com este artigo, que todos os pais induzem os seus filhos a serem ogros-alpha, mas sim que a maioria se inclina a ensinar isto aos seus filhos, por quererem que eles dominem. Existem muitos pais que são conscientes e que não pregam o comportamento anti-social de seus filhos, não permitem as atitudes de ridicularizar os outros, e recriminam o bullyng, não achando isto "bonitinho" ou coisa de "macho". À esses pais eu dou a denominação de grandes-homens, ou super-homem (no sentido nietzchiano).


COMPREENDA AS MULHERES

SINTA AS MULHERES

PENSE COMO AS MULHERES,

MAS AJA COMO OS HOMENS.

NÃO DEIXE NENHUM "MACHO ALPHA" LHE REBAIXAR, LHE FALTAR COM O RESPEITO, LHE ULTRAPASSAR.

VOCÊ NÃO É COMO ELES, VOCÊ É MAIS DO QUE ELES.

ENQUANTO ELES DISPUTAM O PODER, VOCÊ DESFRUTA DE SUAS MULHERES.

E SE VOCÊ TIVER UMA MULHER, PODE TER CERTEZA QUE ELA É A MULHER MAIS FELIZ DO MUNDO.

PORQUE VOCÊ A ENTENDE, PORQUE VOCÊ A AMA


Aloha!

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TiagoFigueiredo - MEMBRO EXCLUSIVO
#699437 Irmão Surf, gostei muito das ideias que li por alto, ainda vou ler de novo com mais cuidado, mas parece-me uma grande mensagem


e por isso parabens por essa ideia para todos aqueles que como eu, estão sozinhos e desorientados no mundo.


Como diria Tupac, venda suas ideias ás mulheres em vez de aos homens, elas comprarão, pois valorizam o que é bom.


Abraco de portugal e UK.

:)
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Criador do tópico

Surf

Veterano - nível 9

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“Uma mulher te colocou nesse mundo, então você não tem direito a desrespeitar uma delas.” Tupac Shakur

Sabias Palavras Thiago, um abraço brasileiro aos irmãos ai da Europa!