Assuntos não relacionados ao tema principal do fórum.

Criador do tópico

edmuhs

Aprendiz

#791439 [font=Arial]Originalmente esse texto foi feito pra ser uma postagem no meu Blog pessoal, um que eu uso como diário, mas achei interessante eu divulgar para vocês. Espero que gostem e que não liguem para meu modo ruim de escrever.

Hoje, dia 25 de maio de 2013 me deparei com uma das piores situações da minha vida. Tudo se deu na minha aula de Fotografia Publicitaria II, mas quero resguardar o tal fato para contar a vocês mais tarde. Na verdade, eu vou fazer esse post por uma questão de desabafo e retrospectiva pessoal, portanto quero me permitir fazer uma analise sobre meu passado.

Acho que nada é mais justo do que eu começar pela minha primeira lembrança... Me lembro de estar com meus, o que?, nove ou dez anos e, em mais um dia quente demais em Vila Velha, eu chegar a casa da minha prima e me deparar com uma menina com minha idade, talvez um ano mais velha, com o nome de Luiza. Sinceramente, em minha vida ainda muito juvens, aquela pessoa, aquela menina, tinha sido o cumulo de beleza que eu jamais pude imaginar. Foi uma especie de amor a primeira vista mesmo. Me lembro daquele sentimento me queimando por dentro, da vontade de estar do lado dela, da vontade de conquistar aquela menina. Me lembro de sentar com os pais delas num bar, o Sheiks, ao acompanhar meus tios e, após uma brincadeira da minha tia, eu perguntar ao pai de Luiza como fazia para namorar com sua filha. Me lembro que sua resposta pareceu sem significado pra mim, mas que mais tarde aprenderia do jeito mais cruel o possível.

"Oh, menino, não faça isso" - deu uma pausada para dar uma risada e continuou - "Ela nunca vai te merecer, ela é mais solta."

Achei engraçado, pois meu amor trovador fazia-me parecer que, na verdade, eu não a merecia.

O tempo não parou e com isso ele leva duas semanas ansiosas de minha vida, acredito. Finalmente voltaria a visitar a casa de minha prima e encontrar com Luiza novamente! Meu coração juvenil delirava de alegria! Lembro de chegar ainda na parte da manha e sentar em frente a tevê de minha prima para jogar Crash Bandicoot 3 e esperar as horas passarem.

Ao me tocar que já era demasiadamente tarde, eu vou até minha tia e a pergunto se minha prima e sua companhia tão esperada não chegariam, como resposta minha tia me diz que elas estão vendo os meninos jogando bola na rua do prédio Corro pra janela e procuro por ela desesperadamente e... Pobre de mim, percebo que ela está beijando outro menino, e o pior, ele está passando a mão nela.

Assim se deu minha primeira decepção amorosa. Me lembro da sua sensação amarga, me lembro da tristeza que sentia ao derramar lagrimas e me lembro do sentimento de ódio que tive por ter sido otário e não ter percebido todos os sinais que estavam a minha frente. Esse foi meu primeiro passo ao medo de relacionamentos sérios que possuo hoje.

Meu primo sempre diz que "onde passa boi, passa boiada", e tenho que concordar. Lembro que depois desse meu grande primeiro amor, e de sua grande decepção, fui me apaixonando constantemente por meninas alheias e sofrendo de coração partido ao me cortarem. Larissas, Brunas, Silvias, Keyteanes, Jordanas, muitas delas acabaram com meu coração. Mas fui ficando mais velho e junto com isso meu coração foi ficando mais forte às tristezas, mas não menos apaixonado.

Até que, após ter sido dispensado por uma Jordana, conheci uma Camila. Ah, Camila, me lembro de seu sorriso, de sua tão aparente pureza, e do modo como me ensinou a ouvir Aerosmith. Desenvolvi uma grande amizade com ela e, ao perceber que iria entrar na friendzone, a chamo pra sair. Lembro de como foi difícil convence-la a me dar o prazer de sua companhia mas, devido as qualidades de "dar nó em pingo d'água" que herdei de minha mãe, a convenço de fazer tal coisa. Fomos ao cinema pela primeira vez, nada aconteceu. Fomos ao cinema pela segunda vez, arrecadei quatro selinhos. Fomos ao cinema pela terceira vez, roubo um beijo e consigo fazer com que ela namore comigo.

Isso, finalmente tinha conseguido namorar com alguém!!!

Logo, logo eu percebo que a imagem que eu tinha de ela ser uma pessoa santa era mentira. Pra ser bem sincero, ela é a pessoa mais, como posso dizer?, safada que eu conheci. Ao estar do lado dela, eu, meus 16 anos e meu tesão descontrolado que dura 24/7, realizamos TODAS as fantasias sexuais que eu possuía naquela época e um pouco mais. Descobri os prazeres de ter uma namorada ninfomaníaca, ou pelo menos quase ninfo, ainda muito cedo. Talvez isso não seja tão bom quando penso hoje. Mas me lembro de estar bêbado de amor e, sim, ela terminou comigo no auge de minha paixão. Ela disse que queria passar em medicina e que não queria me segurar, eu como um bom (ex) namorado aceitei e disse que não tinha problema, mesmo com o coração partido. Acabou que após cerca de um mês descubro que Camila, meu recente ex-relacionamento, a considerada a garota mais bonita da escola, estava ficando com Batata, o mais bonito. Aquele sentimento que tive ao ver Luiza beijar outra cara voltou 10000000x mais potente. Decidi que não deixaria por baixo e, claro, fiz com que ela me quisesse de novo, como eu não sei. Enquanto todos achavam que ela estava namorando com Batata, eu a trazia para minha casa e fodia com ela. Isso teve frequência de um ano. Acabou que no final, em uma festa da escola, eu fiquei com Camila publicamente e ela, bêbada, quis dar pra mim no meio de todo mundo. As pessoas falaram mal dela e ela teve que mudar de escola.

Após ela me meti na furada de ter relacionamento a distancia. Pff, nunca dá certo, mesmo sabendo que agregou muito na minha vida. De qualquer forma o termino foi bem dolorido também. Combinávamos em tudo, de musica até opinião sobre a américa pré-colombiana. Fiquei absurdamente triste e me enfurnei dentro de casa.

Mas, em um dia onde os planetas se alinharam e onde Odin decidiu me dar sua benção, eu fui a um aniversario e lá eu conheci Luna. Ainda era a tarde quando eu cheguei, e estavam sentadas Luna, Natalia, Paula e Renato (namorado de Natalia) na mesa ao lado da minha. Na minha estava sentado Eu, Lugon, Gordo e mais gente, acho. Fiquei LOUCO na Natalia (sim, Natalia), e tentei juntar as duas mesas, mas minha burrice me impediu. Acabou que, por algum motivo que eu não lembro qual, eu acabei por conseguir conversar com elas e elas me adoraram por conta dos assuntos em comum e por conta do bom humor que sempre tive que ter. No entanto, elas teriam que ir embora pois Natalia tinha um festival de dança do ventre para participar. Eu e Lugon demos os nosso pulos e conseguimos convencer a elas voltarem. Combinamos que ligaríamos para elas as nove da noite para confirmarmos se o rock ainda tava rolando. Ela foram. E o tempo não passava. Mas, mesmo parecendo uma eternidade, nove horas chegou e decidimos ligar.

Lugon pegou seu celular, o único celular que tinha o numero delas, para me passar o numero mas, ele burro, tinha esquecido de carregar e o celular ficou sem bateria. Corremos para a casa dele, invadimos, porque ele não poderia voltar se os pais deles vissem ele em casa, pegamos o carregador, voltamos, carregamos o minimo do celular e ligamos para elas. Sim, ela voltaram. A missão da primeira noite estava completa.

Passei uma semana trocando mensagens com elas, e fiz uma amizade muito grande com Natalia, mesmo ela estando namorando, e a tensão sexual começou a aparecer. Então as convidei para um rock privê na casa de Lugon, que é podre de rico, e elas aceitaram. Lá no rock, papo foi e papo veio e no fim das contas ele estava pegando Paula, Gordo estava alugando Natalia e eu estava num papo deliciosamente gostoso com a Luna. Eu e Luna tínhamos tudo em comum, até mais do que eu tive com Raphaella. Ela era divertida, me zoava, ria das minhas piadas sem graça, tinha um sorriso lindo, me mostrou Kiss, eu mostrei Audioslave, rimos de pokemon e cantamos as musicas de abertura também, falamos sobre desenhos animados, filmes e o que queríamos da vida. A noite foi fantástica, mas tinha que chegar a um fim.

Na semana seguinte a Natalia e a Paula viajaram. Eu e Lugon ficamos saindo com a Luna a semana toda, ainda mais que eu já tinha terminado o terceiro ano era quase no meio do ano, então eu, principalmente, vivi nas ruas saindo com ela. Eu desenvolvi uma grande amizade com essa moça e o assunto nunca acabava. Ela me mostrou o pug dela, a Pucca, e passávamos tardes e noites passeando com a cadela feiosa, porem amável dela juntos. Nos dávamos bem em tudo mesmo e nessa semana eu comecei a reparar em como ela tinha o rosto maravilhoso, e em como tinha um corpo lindo, principalmente as pernas e a bunda. Mas essa semana também chegou ao fim.

Natalia voltou, Paula voltou, e Luna nunca tinha ido. Lembro que naquela semana chovia muito, e eu como um bom amigo fui visitar a Nah e levei chocolate para ela, batemos altas horas de papo, que durou só meia hora, haha, onde ela me contou que havia terminado com o Renato, mas tive que ir embora, pois ela tinha que estudar. Sai de lá e fui para casa da Luna, que apesar de ter que estudar falou que ficaria a tarde toda comigo. Fomos para cobertura do prédio dela e no meio de toda aquele clima bucólico nós nos beijamos. Sim, simples assim e do nada. Ficamos nos olhando assustados e sem entender o porque tínhamos feito aquilo, mas sabíamos que queríamos mais. Então nessa tarde, talvez uma das mais felizes da minha vida, eu fui um casal com ela.

Acabou que eu e Luna continuamos ficando, mesmo com ela achando que eu deveria ficar com Natalia, e não com ela. Outro dia eu conto, não é historia pra agora.

Mas eu fiquei com Luna durante quase um ano, com muitos trampos e barrancos, mas eu era absurdamente apaixonado por ela, mesmo tendo medo de relacionamento, por conta de tudo que eu passei.

Eu, já bem conhecedor de PU, queria ser o cara mais desejado de toda vila velha. Não gostava de pensar no tanto que eu tinha sofrido no meu passado e queria que ninguém nunca mais me desprezasse. Acabei fazendo a besteira de ficar com uma amiga dela no período que nós demos um tempo, tudo por conta da minha empolgação de saber que agora eu poderia ter a mulher que eu quisesse, tudo por causa da minha imaturidade de me achar Deus na sedução, tudo porque não soube priorizar o que eu realmente amava. Não falei pra Luna. A historia vazou e ela terminou comigo.

Demorei muito pra reconquista-la, não em questão de tempo, mas em questão de esforço. Fiz de tudo que pude pra te-la de volta. Pedi desculpas para os meus amigos, implorei perdão das amigas dela, pedi para Odin, Deus, Zeus, Buda, Alá e todas as outras santidades pra ter a Luna de volta. E tive, pelo menos eu achava.

Luna me perdoou, começamos a namorar, mas nunca foi a mesma coisa. Ela perdeu a confiança em mim, não sorria mais com tanta frequência, não se aproximava mais tanto de mim, o sexo que era maravilhoso antes, o melhor de toda minha vida, agora não tinha mais tanta intimidade. Eu me toquei que eu a perdi. Descobri que eu fui perdendo a ela de pouco em pouco. Descobri que comecei a perde-la no momento em que eu deixei o PU subir a minha cabeça, no momento em que eu quis seduzir o mundo e não só a ela.

Nós terminamos, como vocês podem imaginar. Nunca mais voltamos a nos falar, mesmo que eu tente. E hoje eu namoro com uma mulher maravilhosa que aprendi a amar, mesmo. Ela me faz feliz, nos damos bem, mesmo sendo muito diferentes.

Mas no fim das contas eu nunca esqueci a Luna. Isso já vai fazer dois anos, dois anos desde que eu parei de conversar com a Luna, e meu coração chora até hoje pela falta dela. Sou muito novo pra dizer que ela foi a mulher da minha vida, mas sinceramente acredito que tenha sido. Provavelmente eu vou me arrepender de te-la perdido o resto da minha vida e com razão. Até hoje eu tenho os desenhos que ela fez pra mim, até hoje eu guardo uma foto nossa, até hoje eu choro ao ouvir "I was made for loving you babe" do Kiss, até hoje eu deito na cama pensando nela e até hoje eu acordo pensando nela, até hoje quando eu a encontro fico sem reação.

E também hoje eu fui a faculdade para minha aula, normal. Mas ao chegar lá e cumprimentar minha amiga, a que eu sento do lado e a que eu sempre faço os trabalhos junto, me toco que ela tá usando um short igual ao short favorito da Luna e que ela estava usando o mesmo perfume também Voltei pra casa, deitei, dormi e acordei no meio da madrugada triste, me sentindo muito mal e com o coração apertado. Tô com vontade de abandonar tudo e correr até o prédio da Luna e me declarar pra ela, pedir para que ela volte pra mim, e dizer que quero passar o resto da minha vida ao lado dela. Mas não vou fazer. Não tenho credibilidade pra isso, e não posso quebrar o coração de alguém por uma hipótese tão ínfima, não importa quem seja.

Em vez disso decidi escrever isso pra vocês. Decidi mostrar o quanto eu me arrependo de tudo isso, e o quanto eu daria pra te-la do meu lado. Decidi mostrar para que vocês não cometam o mesmo erro de deixar com que o PU, ou qualquer outra coisa suba até sua cabeça e te impeça de ver o que realmente importa. Saiba quando parar, e saiba quando ficar com alguém. Não faça besteira, porque doí a consequência. E doí muito.

Bom, é isso.



Te amo, Luna, e sempre vou te amar.
[/font]

ANÚNCIOS