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Don Ramon - MEMBRO EXCLUSIVO
#735905 Como vencer o medo

O que é o medo?

Medo é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário. Isso mesmo, podemos sentir medo tanto diante de fatos reais, como op que sentimos diante de um cão bravo, como medo de “coisas imaginadas” tais como medo de um “ataque alienígena”, medo de alma penada, medo de duendes, gnomos etc.
É um sentimento natural e necessário ao homem. O problema é quando ele começa a causar sofrimento e a prejudicar a vida e a carreira da pessoa.
O coração dispara e a respiração se torna ofegante. Ondas de calor percorrem todo o corpo, as mãos tremem e a transpiração é tão intensa que as pessoas logo percebem sua agitação. Você tem tudo na ponta da língua para a reunião, mas, na hora H, mal consegue balbuciar uma ou duas palavras. E aquela sua grande idéia, que você não teve coragem de apresentar ao longo do encontro, é finalmente sugerida por um colega e saudada por todos como a grande solução do problema. A reunião termina e você permanece ali, frustrado e sentindo-se um banana. Uma única pergunta o atormenta: "Por que eu não falei? Por quê?"
A resposta não é nenhum mistério. Não falou porque teve medo. Medo das coisas que você imaginou que poderiam acontecer: Medo de que achassem a idéia descabida. Medo de que o considerassem incompetente. Medo de dar vexame.
São muitas as histórias de profissionais talentosos que estragaram a carreira por causa do medo, assim como são inúmeros os exemplos de pessoas não tão brilhantes que, por saberem administrar bem seus medos, alcançaram posições de destaque na sociedade.
É esta a questão: o problema não é o medo, o problema é não saber administrar o medo. Porque não há nada de errado em sentir medo. Trata-se, aliás, de um sentimento fundamental na vida do se humano.
É o medo de sermos atropelados, por exemplo, que nos faz olhar para os dois lados da rua antes de atravessá-la. Da mesma forma, é o medo de não cumprir o prazo dado pelo chefe que nos obriga a concentrar esforços e muitas vezes trabalhar até tarde para dar conta do recado. Até o medo de errar é normal e natural.
O problema é quando ele se torna exagerado e vem associado a outros fatores como insegurança, baixa auto-estima e depressão. É nesse estágio que o medo deixa de ser um sentimento primário (como o amor e a raiva), para tornar-se algo mais complexo que necessita de cuidados.

A fisiologia do medo
Toda e qualquer emoção tem uma representação no cérebro, que é mediada por neurotransmissores, entre eles a noradrenalina, a serotonina e a dopamina.
A fisiologia do medo se inicia nas amígdalas (estruturas que nada têm a ver com as da garganta), que têm o formato de uma noz e ficam próximas à região das têmporas. Elas identificam uma situação ou objeto do qual se deve tomar cuidado e enviam ao hipotálamo o sinal para a produção dos neurotransmissores. A partir daí, começam as reações no organismo que nos deixam em estado de alerta para agir, enfrentando ou fugindo da situação.
As amígdalas estão presentes na maioria dos animais. São elas, por exemplo, que fazem com que um cervo reconheça o perigo e fuja de seu predador.
O que diferencia o homem dos outros animais é que ele é o único ser capaz de ter medo do medo. Isso acontece porque o homem é o único animal que consegue “imaginar”. E a imaginação, como dizia Einstein, é mais forte que o conhecimento.
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A maior parte dos medos relacionados ao dia-a-dia no trabalho faz parte de um dos grupos mais comuns de fobias, chamadas de sociais, que nada mais são do que o medo de outras pessoas.
O fóbico social tem dificuldade de se relacionar, não consegue olhar nos olhos do seu interlocutor, paquerar, conversar naturalmente com seus superiores, falar em público, apresentar idéias ou sugestões em reuniões de trabalho, compartilhar tarefas.
A característica mais marcante desse tipo de fobia é o medo que a pessoa tem do julgamento dos outros. “O que vão pensar de mim?” O fóbico social muitas vezes é um perfeccionista. Como é impossível agradar a 100% das pessoas, ele prefere se omitir. Dessa forma, não se expõe em reuniões, não faz apresentações em público, não contesta a idéia dos outros. Isso vai prejudicando o desempenho no trabalho e pode comprometer seriamente sua carreira.
Você já parou para se perguntar por que os adolescentes têm uma facilidade muito maior para dominar novas tecnologias do que os adultos? Simples: ao contrário dos adultos, eles não têm medo de errar. Se fracassam na primeira vez, tentam novamente, sem maiores dramas. E com isso aprendem e se desenvolvem com rapidez espantosa. Enquanto isso, os mais velhos ficam travados pela autocrítica, como se tivessem a obrigação de acertar sempre. Não é a toa que muitas vezes o indivíduo recusa trabalhos e desafios mesmo tendo capacidade de encará-los. Passamos a nos vigiar em excesso e a vida vai ficando limitada.

De onde vêm as fobias
É comum as pessoas acreditarem que os traumas têm grande influência no desenvolvimento de fobias, mas isso não costuma ser verdade. Segundo os especialistas, somente em 20% dos casos é possível encontrar algum trauma que justifique o surgimento da fobia. Mas há quem defenda a tese de que esse trauma já é a primeira manifestação fóbica da pessoa.
A predisposição genética, por sua vez, é um fator importante, embora não seja assim tão relevante no caso das fobias sociais. Nas fobias específicas, como medo de sangue, agulhas ou animais, há identificação de histórico familiar em cerca de 70% dos casos, o que pode também referir um caso de “transferência”, ou seja, a criança percebe o pavor dos pais e o incorpora no subconsciente.
Já nas fobias sociais, são poucos os casos de traumas anteriores. Os fatores que estão mais diretamente associados ao desenvolvimento desse tipo de fobia são basicamente três:
1 - ambientais (como doenças na infância ou isolamento da criança),
2 - educacionais (pais que educam os filhos com excessiva preocupação sobre o que os outros vão pensar do comportamento deles)
3 - e modelação (quando os pais têm algum tipo de fobia social e a criança aprende a se comportar de maneira igual).

Os prejuízos do medo não se limitam apenas ao profissional. As empresas também perdem muito.
O fóbico social geralmente cuida exaustivamente de cada detalhe de seu trabalho. Revisa tudo várias vezes e sempre pesa os prós e os contras. Com tanto esmero, as chances de que tudo saia exatamente como ele planejou são grandes. A possibilidade de erro é mínima. Só que quem sofre desse tipo de fobia não tem coragem de dar o chamado pontapé inicial. E aí, idéias que poderiam ser a tão esperada solução para a organização (ou para sua própria vida) ficam eternamente guardadas na gaveta.
Alguns especialistas admitem que a melhor forma de superar o medo é enfrentá-lo, por pior que isso possa parecer. Outros, entretanto, sugerem que em vez do enfrentamento, o ideal é corrigir os condicionamentos que levam a pessoa a reagir com grande medo diante de certos estímulos.
Por exemplo: a pessoa que tem medo de falar em público, tem associadas no seu subconsciente as imagens de “exposição em público” com as imagens de “fracasso”, “vaias” etc. Assim, toda vez que se imagina falando em público, experimenta (por conta da sua imaginação) sensações bastante desagradáveis. O que ela evita, portanto, são as sensações desagradáveis, não o público que vai ouvi-lo. Este é o seu problema.
Pra você evitar ou minimizar seus medos precisa, antes de tudo, mudar suas reações. E isso você pode fazer condicionando sua mente a reagir da forma como gostaria que fosse.

O estresse

Estresse é uma resposta não-específica do nosso corpo a um estímulo qualquer.
No entanto, existem estímulos bons e maus. Por exemplo namorar, assistir uma partida de futebol e ver o Brasil marcar mais um gol, ser promovido, são estímulos bons. Por outro lado levar uma bronca do chefe, brigar com a esposa ou com o colega, sofrer um acidente de carro são estímulos maus. Todos estes estímulos provocam uma reação de estresse.
Quando levamos um susto, quando temos que falar em público, qual a reação do nosso corpo? O coração dispara, suamos frio, as mãos ficam trêmulas, os músculos tensos, a respiração ofegante..
Por que isso ocorre? O cérebro manda uma mensagem através do sistema nervoso para a glândula supra-renal que por sua vez libera adrenalina e hormônios corticóides na corrente sangüínea.
São essas substâncias que promovem todas esta alterações no corpo deixando-nos em estado de alerta prontos para uma emergência: ou para fugir de um perigo ou para enfrentar um desafio.
Se não tivéssemos um mecanismo destes, ficaríamos apáticos e indefesos frente a qualquer perigo ou ameaça. Pelo que se pode entender, este mecanismo não só é fantástico como também absolutamente indispensável à vida.
Mas, o que acontece se somos ameaçados constantemente e ficamos continuamente em estado de alerta e tensão? Não conseguimos mais relaxar e voltar ao estado normal. Ficamos estressados.
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A produção de adrenalina e de corticóides, durante um certo tempo e em quantidades razoáveis é benéfica para o homem. Daí reafirmamos que o estresse não é doença e sim uma necessidade. O problema é que nossas condições de vida fazem com que as coisas extrapolem os limites da necessidade.
Cada pessoa, entretanto, reage de forma diferente a possíveis fatores de estresse. Se saltar de pára-quedas é um passatempo e um divertimento para uns, para outros só a idéia já é assustadora. Não existem pois fatores absolutos. No entanto, aqui ficam alguns exemplos mais comuns: os problemas financeiros, profissionais, familiares, as doenças, a violência urbana, alterações de metabolismo, uso de alguns medicamentos, de álcool, de drogas, a correria do dia-a-dia, a insegurança, as dificuldades nos relacionamentos, etc.
Estes fatores vão fazendo com que nosso corpo produza quantidades anormais de adrenalina. Então começam os sinais do estresse:
• Diminuição do rendimento profissional ou escolar.
• Insatisfação com tudo.
• Indecisão, julgamentos precipitados.
• Atrasos de tarefas.
• Insônia, sono agitado, pesadelos.
• Irritabilidade.
• Dificuldade de concentração.
• Reclamações mais freqüentes do que o habitual.
• Ocupar cada vez mais tempo com trabalho e menos com lazer.
• Diminuição de entusiasmo e falta de prazer pelas coisas.
• Sensação de monotonia.

Estes sinais são indicadores que as coisas não estão indo pelo bom caminho e que, mais cedo ou mais tarde, a “bomba” pode estourar. É quando surgem os sintomas:
• Cansaço.
• Ganho ou perda de peso.
• Infecções constantes (em razão da baixa imunidade.
• Aumento da pressão arterial e do colesterol.
• Dores de cabeça, dores musculares, dores “de coluna”.
• Bruxismo (ranger dentes durante o sono).
• Restlesslegs (pernas intranqüilas, principalmente na cama, à noite).
• Má digestão, gastrites, úlceras.
• Prisão de ventre e diarréia, flatulência (gases).
• Acne, pele envelhecida, rugas, olheiras.
• Seborréia, queda de cabelos, enfraquecimento das unhas.
• Diabetes.
• Diminuição da libido, impotência sexual.
• Doenças psicossomáticas.
• Ataques de ansiedade.
• Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
• Ataques de Pânico.
• Depressão.


É importante observar que não é necessário que uma sobrecarga de trabalho ou preocupações para deflagrar um estado de estresse. Na maioria das vezes, o que existe é um acúmulo de pequenos fatores, que somados acabam produzindo um grande estrago em nosso organismo. Inclusive, se você não sabe, também as sobrecargas "boas" podem causar estresse.
No decorrer de nossa vida vamos aprendendo a conviver, controlar e administrar os problemas que nos sobrecarregam e causam ansiedade. E cada pessoa é capaz de administrar certo número deles, porém, além de um certo limite o organismo estressa. Imagine que você esteja passando por problemas financeiros, profissionais e familiares ao mesmo tempo. Provavelmente você conseguiria administrar bem um ou dois desses problemas, mas talvez não os três ao mesmo tempo.
Isso não quer dizer, entretanto, que você precisa se livrar de todos os seus problemas para ter uma melhor qualidade de vida; isto é praticamente impossível. Mas alguma coisa você pode fazer.
Na maioria dos casos a solução é óbvia, muito gostosa mas difícil de se fazer: mudar hábitos.
• Deitar mais cedo, dormir mais, fumar e beber menos.
• Ter uma alimentação mais saudável.
• Conversar mais com amigos, dançar.
• Praticar esportes, ir ao cinema.
• Viajar, tirar férias, curtir a família.
Um bom condicionamento físico é sempre importante, ainda mais para quem está sujeito a ter somatizações. Além disso, ginástica libera neurotransmissores como as endorfinas, que são nossos antidepressivos naturais e aumentam nosso bem estar.
Talvez, é claro, você não consiga dar uma guinada dessa da noite para o dia, porém, qualquer mudança de hábitos nocivos por hábitos saudáveis pode ajudar e muito. Lembre-se: até Deus descansou no sétimo dia!

A ansiedade

Ansiedade é o nome que damos para a emoção que se segue à percepção de que estamos sob ameaça e que, portanto, devemos fugir ou nos esquivarmos do “perigo iminente”. Portanto, a ansiedade possui valor de adaptação para o ser humano.
Nossas emoções podem sofrer alterações e se desregularem como qualquer outra função do organismo. Quando isso ocorre, a ansiedade, ao invés de propiciar adaptação, estabelece riscos sociais à pessoa, impedindo-a de perceber perigos reais que a ameaçam ou levando-a a ferir regras sociais. Ao ficarmos presos à ansiedade, vemo-nos prejudicados no desempenho de tarefas em que se requerem raciocínio lógico, concentração e decisões rápidas.

Reações da ansiedade excessiva
Como dissemos, a ansiedade é uma sensação de apreensão quanto a algum perigo futuro não bem-delineado e que tem, como função, a sobrevivência. Ela pode se manifestar de 4 maneiras: pela fuga, pela imobilidade, pela agressão (defesa agressiva) e pela submissão.


1. Fuga
Normalmente associada à emoção conhecida como "medo", é a reação típica mais freqüente. Ela pode ser ativa, quando o indivíduo evita uma situação presente que lhe causa aversão. Pode também ser passiva, que é quando evitamos qualquer coisa que tenha sido associada à antigas punições. As fobias podem servir como exemplo nesses casos.

2. Imobilidade
Se a fuga pela ação não é possível, então fugimos pela omissão. Nesse caso, aparece o desmaio (com bradicardia e queda de temperatura corporal, que são associadas à palavra "negação"). Quando o perigo é iminente e incontrolável, súbito e potencialmente letal, o organismo pode desenvolver tal tipo de fuga. Há registro de mortes por parada respiratória ou cardíaca ("morte de susto") e de outros casos em que o indivíduo desenvolve paralisias funcionais parciais ou gerais.

3. Defesa agressiva x agressão
Ambas as situações são formas de fuga à ansiedade (ou ao estímulo) que o desencadeou. Na defesa agressiva, o indivíduo "blefa" com uma postura corporal agressiva contra atacantes potencialmente perigosos. É uma atitude de "risco", que os animais tomam apenas em situações extremas como, por exemplo: quando uma fêmea de coelho defende os filhotes contra uma raposa, ela apresenta uma postura de coluna vertebral arqueada, o que faz seu tamanho aparentar ser bem maior . Aparece também entre animais da mesma espécie, quando, por exemplo, uma mãe defende o filho contra o pai que o ameaça, colocando-se à sua frente e alargando seu tórax de modo a "esconder a cria" atrás de si. Nós, seres humanos, primatas superiores, herdamos o contato visual direto como uma forma de comunicar superioridade e gerar ansiedade social nos membros mais inseguros ou inexperientes.
Já a agressão ocorre em última instância. É sabido que os animais ditos "inferiores" só agridem quando não têm outra forma de fugir do ataque a que se julgam ou estão submetidos. Um leão só atacará se doente ou com muita fome e, mesmo assim, dificilmente o fará sobre uma fêmea prenhe ou que esteja amamentando.
As agressões no homem são mais freqüentes que nos demais animais. As "defesas agressivas" verbais e posturais logo se caracterizam em ataques verbais ou corporais, que levam à imobilização do oponente.

4. Sumissão
Há várias situações em que vemos o ser humano usando de estratégias "diplomáticas" que "desarmam" o seu agressor. É preciso diferenciar dois tipos de submissão: a real e a estratégica.
Na real, o indivíduo deixa de lutar e se crê realmente um perdedor. Desiste. Deprime-se. Na estratégica, o organismo avalia suas chances, analisa a situação, observa seu opressor e tenta descobrir maneiras de conhecê-lo melhor. Para isso ele precisa de tempo e ganha esse tempo tornando-se aparentemente submisso.
Com a falsa submissão, o indivíduo anteriormente colocado em situação inferior ganha tempo, alivia sua ansiedade , "estuda" o contexto e tenta resolver a ocasião conflitante geradora de ansiedade.
A ansiedade excessiva nos faz tensos, confusos, sem perspectivas. Ela pode variar grau de aversão: de leve, até o mais intenso. Há sinais que podem nos indicar se estamos estressados. Porém, se um indivíduo já provou sensações associadas a tais emoções, os sintomas da ansiedade podem se generalizar de tal forma que vêm a ser extremamente desagradáveis e criadores de falta de adaptação; isso pode explicar que as pessoas se auto-administrem doses de medicamentos para aliviar essas emoções que lhes fazem perder o controle da própria existência.”

Nosso potencial ansioso sempre se manteve fisiologicamente presente e sempre carregando consigo o sentimento do medo, sua sombra inseparável. É muito difícil dizer se era diferente o estresse (esta revolução orgânica e psíquica) que acometia o homem das cavernas diante de um urso invasor de sua morada daquilo que sente hoje um cidadão comum diante do assaltante que invade seu lar. Provavelmente não. Faz parte da natureza humana certos sentimentos determinados pelo perigo, pela ameaça, pelo desconhecido e pela perspectiva de sofrimento.
A Ansiedade passou a ser objeto de distúrbios quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, com o amplo leque de circunstâncias quantitativas e qualitativas desta existência . Assim, o estresse passou a ser o representante emocional da Ansiedade, sua correspondência psíquica determinada. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas da natureza do mesmo, como acontece no mundo animal, mas do significado atribuído à este evento pela pessoa, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento. Isso tudo diz respeito mais à personalidade que aos eventos do destino em si.
No ser humano o conflito parece ser essencial ao desenvolvimento da Ansiedade. Em nosso cotidiano, sem termos plena consciência, experimentamos um sem-número de pequenos conflitos, interpessoais ou intrapsíquicos; as tensões entre ir e não ir, fazer e não fazer, querer e não poder, dever e não querer, poder e não dever, a assim por diante. Portanto, motivação fisiológica para o aparecimento da Ansiedade existe de sobra em cada um de nós.
A Ansiedade pode se manifestar em três níveis:
- neuroendócrino,
- visceral
- e de consciência.


O nível neuroendócrino diz respeito aos efeitos da adrenalina, noradrenalina, glucagon, hormônio anti-diurético e cortizona. No plano visceral a Ansiedade corre por conta do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), o qual reage se excitando (sistema simpáticoto) na reação de alarme ou relaxando (sistema vagal) nas fase de esgotamento. Na consciência a Ansiedade se manifesta por dois sentimentos desagradáveis: 1- através da consciência das sensações fisiológicas de sudorese, palpitação, inquietação, etc. e; 2- através da consciência de estar nervoso ou amedrontado.
Os padrões individuais de Ansiedade variam amplamente. Alguns pacientes têm sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, sudorese ou opressão no peito, outros manifestam sintomas gastrointestinais como náuseas, vômito, diarréia ou vazio no estômago, outros ainda apresentam mal-estar respiratório ou predomínio de tensão muscular exagerada, do tipo espasmo, torcicolo e lombalgia. Enfim, os sintomas físicos e viscerais variam de pessoa para pessoa. Psicologicamente a Ansiedade pode monopolizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória, até a interpretação fiel da realidade.
Assim sendo, considerando a nossa necessidade fisiológica de nos adaptarmos às diversas circunstâncias através da Ansiedade, falamos em Ansiedade Normal. Por outro lado, falamos também da Ansiedade Patológica como uma forma de resposta inadequada, em intensidade e duração, à solicitações de adaptação. Um determinado estímulo (interno ou externo) funcionando como uma convocação de alarme continuamente, por exemplo, pode favorecer o surgimento da Ansiedade Patológica.
Se em outros tempos o ser humano manifestava a sua Ansiedade de maneira muito próxima à um medo especificamente dirigido a um objeto ou situação específicos e delimitados no tempo (animal feroz, tempestade, guerra, etc.), hoje a maioria dos estímulos desencadeadores desta emoção são inespecíficos (insucesso, insegurança social, competitividade profissional, frustração amorosa, política ou religiosa, violência urbana, constrangimento ético, etc.); o ser humano moderno coloca-se em posição de alarme diante de um inimigo abstratos e impalpável.
Os pacientes ansiosos tendem a ter um tônus simpático aumentado, respondendo emocionalmente de forma excessiva aos estímulos ambientais e demorando mais a adaptar-se às alterações do Sistema Nervoso Autônomo. A Ansiedade tem uma ocorrência duas vezes maior no sexo feminino e se estima que até 5% da população geral tenha um distúrbio generalizado de Ansiedade. As teorias psicossociais sobre a gênese da Ansiedade são exaustivamente estudadas, não só pela medicina como também pela psicologia, pela sociologia, pela antropologia e pela filosofia.

Diferença entre medo e fobia

A palavra fobia vem do grego "phobia"; esta, por sua vez, deriva-se da palavra grega "phobos", também nome de um deus grego, significando "pânico, terror". Segundo a lenda, esse deus provocava medo intenso em seus inimigos, já que tinha um rosto terrivelmente feio.
A fobia é uma forma especial de medo, e apresenta as seguintes características:
1) desproporção entre a situação e a emoção despertada;
2) medo sem explicação razoável;
3) ausência de controle voluntário;
4) tendência à evitar a situação.

A prática clínica, têm verificado que a origem de tais distúrbios é uma somatória de fatores genéticos, histórico-pessoais e da cultura onde o cliente se desenvolveu. Para o tratamento das fobias, qualquer que seja a técnica escolhida, é fundamental que o cliente esteja motivado para eliminar o comportamento fóbico. Boas formulações auto-hipnóticas (auto-sugestivas) podem trazer excelentes resultados.
Especificamente neste caso, é recomendável que numa fase inicial, o indivíduo cumpra um mínimo de três sessões diárias e faça relaxamento outras três vezes

"Coragem é a resistência ao medo,
domínio do medo, e não a ausência do medo."
Mark Twain

A Agorafobia

Agorafobia quer dizer medo medo de espaços públicos e grandes espaços descobertos.
Ágora era a praça principal na constituição da pólis (a cidade grega da Antigüidade clássica). Normalmente era um espaço livre de edificações, com mercados, feiras livres em seus limites e edifícios públicos. Enquanto elemento de constituição do espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço da cidadania. Por este motivo, a ágora (juntamente da pnyx, o espaço de realização das assembléias) era considerada um símbolo da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto.
A característica essencial da Agorafobia é uma Ansiedade que aparece quando a pessoa se encontra em locais ou situações das quais escapar poderia ser difícil ou embaraçoso ou, na maioria das vezes, em situações nas quais um auxílio imediato pode ser difícil, caso a pessoa venha a passar mal. A Ansiedade agorafóbica pode ser, inclusive, antecipatória, ou seja, aparecer diante da simples possibilidade de ter que vivenciar determinadas situações. Isso, muitas vezes, leva a pessoa a evitá-las. As situações mais comuns são:

a) - estar sozinho fora de casa ou estar sozinho em casa;
b) - estar em meio a uma multidão;
c) - viajar de automóvel, ônibus ou avião, ou estar em uma ponte ou elevador.
Alguns indivíduos podem até ser capazes de se expor a tais situações, mas as enfrentam com considerável temor. Isso resulta em conseqüências conhecidas como tremores, sudorese, palpitações etc. que causam um profundo desconforto e dão à pessoa um aspecto bastante tenso. De um modo geral essas pessoas são mais capazes de enfrentar as situações temidas quando acompanhado por alguém de confiança. A esquiva ou fuga dessas situações pode prejudicar, de alguma forma, o desempenho sócio-ocupacional do indivíduo.

Fobia social

A fobia social é um transtorno caracterizado por medo persistente de enfrentar situações sociais (de risco, na imaginação da pessoa), como por exemplo o contato com pessoas fora do âmbito familiar. Essas situações costumam ser evitadas e, quando defrontadas, são acompanhadas de ansiedade intensa, angústia e sintomas autossômicos (do sistema nervoso autônomo).
Normalmente a pessoa com fobia social se imagina sendo humilhado publicamente ou colocado em situações embaraçosas.
São exemplos dessas situações as apresentações em público, alimentar-se em local público, utilizar um sanitário público e conversar com pessoas. A essência da fobia social é o medo extremo de ser “examinado” pelos outros, e que freqüentemente culmina na evitação destas situações ou severa ansiedade com sintomas autossômicos.
Existem duas formas básicas de se definir sintomas psiquiátricos: quanto a qualidade e quanto a intensidade. Quanto a qualidade posso citar o delírio. Ninquém delira em circunstâncias normais, o delírio é sempre patológico. Quanto a intensidade, damos o exemplo da tristeza. É normal ficar triste com a perda de algo ou alguém de valor ou próximo. Mas se essa tristeza se estende por várias semanas e é agravada por outras alterações como perda do interesse pelo que gostava, perda de peso, insônia, sentimentos de culpa, pessimismo, incapacidade de concentração, etc, podemos afirmar que pela intensidade essa "tristeza" é patológica, classificando-a como depressão no sentido psiquiátrico.
No primeiro caso não há continuidade entre o normal e o patológico, no segundo caso existe e a fobia social pertence a esta segunda classe sendo caracterizada pela reação desproporcional ao estímulo de ansiedade.

A auto-hipnose como terapia para vencer seus medos

O poder da imaginação

Napoleão costumava dizer que “a imaginação controla o mundo”. Realmente, se você estiver numa rodinha de amigos e supreendê-los informando que há uma epidemia de piolhos no bairro, poderá reparar que em poucos minutos todos estarão coçando a cabeça, expressando preocupação.
Assim como um eletrocardiograma acusa os mais finos impulsos elétricos de seu coração, o eletroencefalograma também registra os menores impulsos elétricos do seu cérebro. Se alguém se sente realmente ameaçado por um inimigo, surgem no eletroencefalograma registros que são exatamente iguais aos que se originam quando alguém apenas imagina que está sendo ameaçado. Se alguém tem a certeza e sente que está passando por um grande vexame, as curvas do seu eletroencefalograma se assemelham por completo às que teria apenas com a imaginação viva de estar se tornando alvo do vexame.
Podemos, desta forma, estabelecer alguns princípios fundamentais sobre a ação/reação da imaginação sobre a realidade.
1 - O que determina o nosso modo de agir não é a realidade existente, mas aquilo em que cremos e que, para nós, é a verdade.
A pessoa que se sente ameaçada ou perseguida, mesmo que não haja nenhum perigo em torno dela, vive com medo da “sua realidade” que, mesmo sem ter relação com a “realidade externa”, é muito poderosa para ela. E os nossos medos podem ser entendidos desta forma.
Os nossos medos não precisam refletir a realidade externa, porém, fazem parte da nossa realidade interna. É por isso que muita gente tem medo de alma penada, curupira, extra-terrestres etc.

2 - A imaginação é capaz de provocar alterações de toda sorte no organismo de uma pessoa.
E, comprovadamente, estas alterações têm correlação qualitativa: pensamentos positivos - fé, amor, esperança, alegria etc. - provocam reações saudáveis na pessoa. Sentimentos negativos - ódio, ressentimento, medo etc. - provocam reações desagradáveis, como por exemplo, dores, prisão de ventre, indisposição estomacal, insônia e, segundo comprovam as pesquisas, também fazem baixar o nível imunológico tornando a pessoa predisposta à infecções de diversos tipos.

3 - Tudo o que pensamos, com clareza e firmeza, transplanta-se, dentro dos limites do bom senso, para a faixa somática
Ao imaginarmos que estamos comendo uma fatia gostosa de abacaxi, é comum que as glândulas salivares comecem a segregar saliva, já repararam isso? Se imaginarmos, com firmeza, que não podemos fazer uma coisa, por exemplo, soltar as mãos fortemente encaixadas uma na outra, então não poderemos mesmo.

4 - Nosso consciente é constantemente influenciado pelo subconsciente
Desta forma, podemos programar nosso subconsciente para o sucesso da mesma forma como podemos programá-lo para o fracasso.

5 - Quando a razão e a imaginação têm pontos de vistas diferentes, vence sempre a imaginação.
A imaginação é mais forte que a inteligência. Mesmo sabendo (razão) dos riscos estéticos de comer doces a toda hora, poucos resistem à idéia (imaginação) de provar uma fatia daquele pudim de laranja gostoso que está na geladeira. Assim sendo, nenhuma pessoa inteligente deve fazer tentativas a partir, exclusivamente, da “força de vontade”. Antes disso, ela precisa, necessariamente, reprogramar sua imaginação.
É exatamente neste princípio que se fundamenta a cura do medo pela auto-hipnose. Observe que o medo é uma projeção da imaginação. Se você “imagina” que os cachorros vão lhe morder, não os enfrentará.

6 - O acesso mais fácil para o subconsciente é o estado de total relaxamento.
Quando as ondas cerebrais caem para em torno de oito ciclos por segundo - estado alfa - abrem-se os poros do nosso subconsciente facilitando a transferência de informações do consciente para a memória profunda. Assim sendo, é justamente quando estamos relaxados que devemos “incutir” na nossa mente as novas verdades nas quais queremos acreditar.

Pontos importantes a considerar:

1 - Uma coisa que angustia uma pessoa, nem sempre angustia outras pessoas. Isto prova que as nossas angústias decorrem muito mais da forma como “apreendemos” determinados conceitos do que próprio fato em si. Exemplo? Alguns estudantes têm medo de matemática, outros não. Logo, o que é pernicioso não é a matemática, mas sim o medo da matemática.
2 - Se você repetir, com insistência, uma determinada “informação”, esta informação será apreendida pelo subconsciente e se converterá em verdade. Exemplo? Se você repetir com insistência “quando deito na cama, pego no sono com extrema facilidade” nunca mais passará uma noite insone. Sabe por quê? Porque quando você deitar na cama, seu subconsciente identificará este ato e responderá com ordem de adormecer.
3 - Quando, entretanto, você repete uma “informação” (como uma ordem) estando auto-hipnotizado, ou seja, em profundo relaxamento, esta informação segue direto para o subconsciente, fazendo com que você ganhe tempo e eficiência.
4 - Você nunca deve expressar sua vontade para informar ao subconsciente o que realmente deseja. Isto, como vimos, provocaria um duelo entre a sua vontade e a sua imaginação. Se você afirmar “não tenho medo de quarto escuro”, seu subconsciente responderá “tem sim!”, porque esta é a sua realidade. Se você, entretanto, afirmar “quarto escuro, tudo bem”, evitará o duelo vontade/imaginação e seu subconsciente incorporará esta frase como uma nova verdade. E você logo perderá o medo de quarto escuro.
5 - De um modo geral, todos os males orgânicos têm um correspondente psicológico. E, quase sempre, estes correspondentes estão ligados ao medo ou ao ressentimento. Banindo o ressentimento - e isso se obtém perdoando a tudo e a todos incondicionalmente - você recuperará a saúde naturalmente, e males antes apontados como “incuráveis”, ou crônicos, desaparecerão da sua vida. Vale a pena experimentar. Custa tão pouco; é só esquecer o orgulho bobo que tanto mal traz para nossa vida.
6 - Se você, sempre que lembrar de um mal físico ou psicológico, repetir três vezes “estou melhorando rapidamente”, com certeza terá melhoras expressivas...e rapidamente. Experimente!
7 - Você é capaz de vencer qualquer tipo de medo, repetindo com insistência: “tal coisa (cite o objeto do medo) é completamente indiferente para mim”. Um exemplo? Veja: “lugares altos ou lugares baixos são completamente indiferentes para mim. São só lugares onde sempre me sinto muito bem.”
8 - Quer emagrecer? Repita: “alimentos que engordam são completamente indiferentes para mim”. Ou, “como sempre moderadamente, e tenho uma preferência especial com comidas leves e sem gordura”.
9 - Quer vencer a timidez? Repita: “muito me agrada o convívio com outras pessoas. Me sinto muito bem conversando com elas”. Ou, “Diante de estranhos, muita calma.”
10 - Lembre-se: cada “problema”, seja ele físico ou mental, resulta de um conceito mal formulado. Reformule o conceito e resolverá o problema. Tal como num problema de matemática. Não há mistério nisso.
11 - Se você, a partir de hoje, dedicar mais um pouco de atenção às outras pessoas, se envolver mais com a humanidade (entendendo que as pessoas só reagem mal porque “apreenderam” conceitos errados) e, doar mais afeto e compreensão ao invés de tentar “concentrar” o mundo ao seu redor, com certeza você estará começando uma nova vida. Uma vida - com certeza - sem medos e plena de realizações.

A sugestão hipnótica

Sugestão é a imposição temporária da vontade de uma pessoa no cérebro de outra por um processo puramente mental. Um empregado que executa a ordem do patrão está, em verdade, agindo sob sugestão; ele obedece ao desejo de ganhar o seu salário. Um professor que todos os dias repete os mesmos preceitos e ensinamentos a seus alunos está, em verdade, impondo-lhes suas opiniões. O pai que censura o filho por algum erro está, de algum modo, inculcando novos padrões de conduta na mente dele. A mãe que acaricia seu filho tenta, por meio desse carinho, acalmar, motivar e equilibrar o emocional da criança. O orador que cativa o auditório está também impondo suas opiniões.
Assim sendo, tudo nesse mundo é sugestão; nossas próprias idéias não são nossas, são sugestões admitidas e incorporadas na nossa memória como nossas. E nenhum sono é necessário para aceitarmos estas sugestões.
Externamente, agentes físicos também produzem efeitos sugestivos sobre nós; dessa forma, um livro, um acidente, um filme, acordes de uma música ou até mesmo uma simples pessoa podem encher nosso espírito das mais diversas impressões, que vão da felicidade à dor. Um homem superior, por exemplo, é realmente um hipnotizador social. Não raro sua simples presença basta para que modifique a aura do ambiente. Quem desconhece, por exemplo, a ascendência que Gandhi exercia sobre os indianos, ou que Martin Luther King exercia sobre os negros norte-americanos? A palavra deles era sempre altamente sugestiva.
Ninguém contesta também o fato de que o ser humano é, naturalmente, inclinado a obedecer. Afinal de contas, somos eternos aprendizes e, aprendizagem, de certa forma é uma espécie de obediência, de casamento, de concordância, mesmo nas circunstâncias contestatórias. Porém, isso não quer dizer que estamos todos condenados a obedecer sistematicamente e que sempre seguiremos as sugestões que nos forem enviadas. Mesmo no estado hipnótico, que em certos indivíduos parecem perder a capacidade de resistência ao poder da vontade dos outros, a sugestão não é todo poderosa; ela tem suas limitações positivas.
Assim sendo, podemos dizer que a sugestão hipnótica é uma ordem obedecida por uma pessoa em estado de sono induzido, por alguns segundos; no máximo por alguns minutos. Não pode ser comparada, a não ser vagamente, às sugestões em estado de vigília, comunicadas a indivíduos que nunca estiveram sob influência hipnótica. A sugestão hipnótica pode ser repetida, mas é absolutamente impotente para transformar - como já se afirmou - um criminoso em um homem honesto ou vice-versa. Esta possibilidade pertence, única e exclusivamente, ao campo da auto-hipnose.

A ordem pós-hipnótica

A mesma coisa que um médico hipnotizador ordena a seu paciente hipnotizado, nós também nos podemos sugerir na auto-hipnose. Chamamos isso, na linguagem médica, de “formação da intenção”.
Uma ordem pós-hipnótica (formação de intenção) é uma sugestão racional e possível de ser executada, e que não vá de encontro aos princípios éticos, morais, religiosos e de comportamento do hipnotizado. A própria pessoa que se hipnotiza (auto-hipnose), pode dar ordens pós-hipnóticas e certamente as cumprirá.
As fórmulas, ou ordens ao subconsciente, devem ser sempre: curtas, sonoras, positivas, rítmicas e fáceis de se decorar. A título de curiosidade, veja algumas destas ordens, comprovadamente eficazes:
Alguém que se irrita muito no seu ambiente de trabalho, deve sugestionar-se assim: “No trabalho, muita calma e paz!”
Alguém que se enrubesce por qualquer coisa:
“Se tiver que enrubescer, o sangue vai para as pernas e não para a cabeça!”
Alguém que em contato com clientes começa a suar nas mãos:
“Diante de um cliente, mãos calmas, secas e frias!!!”
Vamos ver, então, algumas dicas para você formular seus propósitos que se converterão em ordens ao subconsciente:

1 - Examine bem o que você quer propor. Quer, por exemplo, perder o medo de andar de elevador?
2 - Formule este propósito por escrito e positivamente. Porém não escreva nunca: “Não tenho medo de elevador”. Isto seria uma formulação negativa. Diga simplesmente: “Elevador é bobagem” ou, “elevador, lugar tranqüilo” que é uma formulação mais sonora ainda.
3 - Feita a formulação, leia algumas vezes em voz alta, até sabê-la de cor.
4 - Em estado de profundo relaxamento (auto-hipnose) pense intensamente nesta frase. Não precisa pronunciá-la em voz alta. Ela é para ser pensada.
5 - Fórmulas curtas, repetidas com freqüência durante o dia, produzem mais efeito do que frases longas que você possa dizer de vez em quando ou mesmo relembrar.

O porquê disso

Na memória estão registrados todos os fatos relevantes da nossa vida. Mas não são só os fatos que estão registrados; também as emoções referentes a eles estão registradas. É por isso que reagimos de modo diferente - com expressões faciais características de alegria, tristeza etc. – cada vez que somos levados a lembrar de “alguma coisa expressiva”.
Reagimos com medo – que é uma “projeção fatalista” que vem à nossa mente toda vez que nos deparamos (ou nos imaginamos) diante deste “perigo” – porque a “imagem que nos causa medo” está associada à sensações de “desconforto, dor, perigo etc.”
Assim, da mesma forma como associamos, por exemplo, a imagem de “sorvete” à sensações de “prazer, gostoso, refrescante etc.”, associamos, também por exemplo, a imagem de “elevador” à sensações de “desconforto, perigo, prisão etc.”
Como você pode ver, as “projeções” são diferentes, provocando, inclusive, alterações diferentes no organismo. No caso do sorvete, (prazer) somos levados a salivar (ficar com a boca cheia d’água) enquanto no caso do elevador (desprazer), ocorrem palpitações, suores, a pupila dilata etc.
Isso quer dizer que para vencermos nossos medos, precisamos criar novas associações no subconsciente, que passará a responder de “outra maneira” cada vez que nos depararmos ou imaginarmos tais imagens (elevador, animais ferozes, barata, quarto escuro, disco voador, alma penada etc.)
Por exemplo, se insistirmos em dizer a nós mesmos: “sou indiferente à baratas”, reagiremos com indiferença sempre que nos depararmos ou nos imaginarmos na presença de uma. Ora, como “o mal do medo são as reações que ele provoca no nosso organismo”, quando reagimos com indiferença, acaba o “mal do medo”.
Com dissemos, tudo vai depender da sua insistência em afirmar que “sou indiferente à baratas”. Este exemplo serve para todos os tipos de medo.
Boa sorte!!!

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Criador do tópico

Don Ramon - MEMBRO EXCLUSIVO
#880210
Shirogawa escreveu:Artigo muito bom.
Recomendo a leitura a todos!!


Cara obrigado!

Mas hoje eu tenho outra visão sobre a autosugestão/ihipnose p/ vencer o medo.

Essa minha nova visão é baseada em dois livros que li, são eles: O poder do agora e A Realidade Tola da sedução do Logun.

O que o poder do agora me ajudou em relação as mulheres?
R: Eu fico mais no estado presente, eu não penso no que a hb vai dizer (reativo) e não penso nas experiências passadas (antigas frustrações), isso tem me ajudado a abordar hbs em todos tipos de situações!

... viver no AGORA é o melhor caminho para a felicidade e a iluminação
Eckhart Tolle

Nós fortalecemos tudo aquilo que combatemos, enquanto todas as coisas a que resistimos persistem.
Eckhart Tolle

Qualquer coisa da qual nos ressentimos no outro e à qual reagimos com intensidade também existe em nós.
Eckhart Tolle

É isso que eu quero mostrar. O livro parece não ter nada haver com sedução, mas tem tudo haver. Leitura indispensável!

Poxa o Livro do Logun é como se fosse uma compilação do Poder do Agora, só que destinado a soluções praticas, ele contradiz quase todas as ideias da comunidade hoje, como as auto afirmações. O autor destaca que quando estamos sendo positivo em relação ao problema "ok" entretanto se estamos tentado mudar nossa realidade através de palavras, ai a coisa fica feia, por exemplo: (Um cara que não está consiguindo abordar, o tipico cara que tenta pensar no que dizer, que vai ser espancado, o cara que inventa desculpas o tempo inteiro, ou seja não vivendo o momento presente), ai esse cara lê um tópico "Acabe com suas crenças limitantes" ai o cara começa a tentar mudar suas crenças, só que essas crenças entram em conflito com a realidade do camarada e consequentemente mais frustações.

Concluindo

Quando você ver uma hb é necessário estar presente no momento, longe de pensamentos, apenas aproveitando o processo.
Realidade positiva: Quanto mais mulheres eu abordar vivendo no momento presente, eu irei evoluir de uma forma ou de outra, pois estarei relaxado sem nenhum frase pronta, apenas aproveitando o meu processo de evolução.
Realidade negativa: Quando eu vejo uma Hb eu vejo e abordo... Todas mulheres me querem e me desejam,... Elas são loucas por mim.... e etc... :D