O crescimento pessoal é fundamental para se ter uma vida melhor, considera tão ou mais importante quantos o estudo da sedução. Educação Financeira.
Vamos deixar de ser focados só em mulheres!
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Criador do tópico

Chameleon - MEMBRO EXCLUSIVO
#268576 Eu não vou mentir para você. Eu não vim para lhe ensinar a ser criativo. Minha intenção, com este artigo, é apenas de resgatar a criatividade que você já tem. Você pode até negar o que acabei de dizer, mas é verdade. Todo ser humano nasce criativo.

Aliás, Pablo Picasso certa vez disse: “Todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem”. Quando somos crianças, nossa mente não tem limites. Existe uma pequena história de um professor que chega para uma menina que está fazendo um desenho e pergunta: “o que você está desenhando?”. “Deus”, ela responde. O professor, então, fala “Mas ninguém sabe como Deus se parece”. Ela, muito esperta, diz: “Vocês vão saber dentro de um minutinho”. Criança é assim mesmo... Não tem medo de criar aquilo que não existe, de errar, de falar o que pensa, de dar a algum objeto significado diverso daquele que o mesmo tem... Por exemplo: para um adulto, uma vassoura é uma vassoura. Para uma criança, uma vassoura é uma vassoura, um cavalo, uma espada, um espantalho etc. Durante a pré-escola, esse pensamento criativo é altamente estimulado pela quantidade de atividades que elas exercem, como pintura, música, modelagem, teatrinho, jogos em grupo etc. Agora... Se todo mundo é criativo enquanto criança, porque será que poucos permanecem assim ao atingir a idade adulta? A resposta, ao meu ver, é apenas uma: o sistema educacional que predomina a partir do ensino fundamental. Para que eu comece a falar a respeito disso, eu preciso antes falar um pequeno Parágrafo a respeito do cérebro humano. O cérebro é dividido em dois hemisférios – o esquerdo, que engloba o raciocínio linear, e o direito, que engloba o raciocínio global. Enquanto o raciocínio linear é responsável pela lógica passo-a-passo, fala e números, o raciocínio global é responsável pela criatividade, pelas emoções e pelos dons musicais. Durante a pré-escola, ambos esses raciocínios são estimulados. No entanto, a partir do ensino fundamental, apenas o raciocínio linear é valorizado, enquanto que o global é profundamente desencorajado. Porque será que isso acontece? É simples. O sistema educacional como hoje conhecemos teve sua origem no século 19, para atender às necessidades da industrialização que estava ocorrendo no mundo. Assim sendo, apenas as matérias que eram consideradas relevantes para o mercado de trabalho eram priorizadas, como redação, matemática, ciências, física etc. Ao mesmo tempo, os professores desencorajavam os alunos a fazerem aquilo que gostavam, como arte, música etc sob argumentos de que jamais conseguiriam um emprego se fizessem aquilo. Infelizmente, esse sistema vigora até hoje. A partir do ensino fundamental, o ser humano passa a ter de sentar em fileiras de cadeiras, fazer silêncio e a prestar atenção no que o professor diz, enquanto acompanha intermináveis livros de texto ou realiza complexos cálculos matemáticos. E querem saber o pior? Se ele errar ou inventar, é severamente repreendido e, em alguns casos, humilhado. Aqueles que acessam com mais facilidade o raciocínio linear se tornam o que o sistema considera um aluno exemplar. Já aquelas pessoas que utilizam mais o raciocínio global, se vêm frustradas, pois tendem a ficar entediadas com o excesso de lógica e passo-a-passo apresentado nas matérias. Por serem pessoas que preferem ver o conjunto da obra, elas ficam sem entender aonde o professor deseja chegar com tanta explicação. Em face disso, acabam tirando notas baixas e são vistas pelo sistema como alunos-problema. Isso já aconteceu com você? Eu sei que comigo, já.

Quem não nasce com tendência ao raciocínio linear acaba adquirindo ficando assim, de tanto que esse sistema ofusca e desencoraja o raciocínio global. É por isso que a maioria das pessoas são consideradas pensadoras de hemisfério esquerdo, enquanto uma minoria ainda usa o direito e é capaz de acessar o pensamento criativo. Um estudo realizado com um grupo de crianças de 4-7 anos de idade comprovou que 95% delas eram criativas. Apenas 7% dessas crianças permaneceram criativas ao atingirem os 15 anos de idade, é mole?

Se na pré-escola, os alunos não viam a hora de entrar, a partir do ensino fundamental, a maioria dos alunos não vêm a hora de sair. Para muitos, essa experiência única de aprendizado é tão traumatizante que, uma vez graduadas farão de tudo para não voltar para a sala de aula.


O mundo está passando por mudanças drásticas, onde apenas quem tem criatividade atinge o sucesso. O ser humano não pode mais se dar ao luxo de se rotular “não criativo”, ou ele vai estar fadado a ficar para trás. É essencial que ele se liberte do fantasma da educação que recebeu e resgate sua criatividade. As lições que você vai receber a seguir são objetivas e práticas. Pode ser que eu ocasionalmente pareça repetitivo, mas Anthony Robbins já dizia que repetição é a chave para a maestria. Ah, sim. Eu já ia me esquecendo. Normalmente, quando citamos o termo “Criatividade” no mundo corporativo, imediatamente as pessoas pensam “Brainstorm”. Neste treinamento, a parte de Brainstorm será dada por último, justamente porque existem algumas coisas que devem ser observadas na maneira de pensar antes de recorrer a esse método, que é realmente bastante eficaz.

Agora, chega de conversa. Vamos aprender a resgatar nossa criatividade.

1. Cultive a criança interior. Isso não significa que você deva passar a brincar de Barbie ou de carrinhos (embora eu pessoalmente adore colecionar brinquedos). Quando digo que você deve cultivar a criança interior, estou na realidade dizendo para você deixar de ter medo de errar ou parecer ridículo. Estou dizendo para você se libertar da obsessão pela resposta certa. Lembra da historinha que contei logo na introdução ao treinamento, sobre o desenho de Deus? É por aí. Para ser criativo, é necessário falhar, é necessário fazer de vez em quando um papelão. Você deve se sentir mal por isso? Claro que não. Pelo menos você está fazendo algo, não está igual às outras pessoas que não fazem nada e que também não conseguem resultado. É isso que diferencia a criança do adulto: a criança vai, erra e não está nem aí. O adulto tem medo de arriscar só de pensar no que vai acontecer se errar. Certa vez li uma teoria muito interessante a respeito do clássico Peter Pan, sobre a origem dos piratas que habitam a Terra do Nunca. Como é do conhecimento de quase todos vocês, no universo de Peter Pan, a Terra do Nunca é habitada por índios, sereias, piratas e garotos perdidos. A grande maioria da trama é centrada no conflito entre os garotos perdidos e os piratas. De um lado, estão os garotos perdidos, crianças que não crescem ou envelhecem. Do outro lado, estão os piratas, aqueles seres rabugentos, malvados e azedos. Certa vez, alguém levantou, em um fórum da Internet, a seguinte questão: de onde surgiram os piratas da Terra do Nunca? Foi aí que li uma resposta genial. Um usuário retrucou o seguinte: “Em minha opinião, os Piratas são ex-Garotos Perdidos, que resolveram crescer”. Nunca li algo tão genial. Quem mantém a criança interior se mantém sempre jovial, alegre, esperto, repleto de energia. Quem resolve envelhecer, fica rabugento, azedo, repleto de problemas de saúde. Realmente, é difícil ser criativo quando se é um pirata. Pare por alguns momentos e reflita. Você prefere ser um garoto perdido... Ou um pirata?

2. Permita a criatividade estar presente em todos os momentos de sua vida. Talvez o maior erro que alguém possa cometer seja condicionar a o pensamento criativo a momentos específicos, como sessões de brainstorming, por exemplo. Um comportamento como esse não ajuda o processo criativo a fluir, afinal de contas, a criatividade necessita que você remova os limites de nossas mentes, e o ato de condicioná-la a determinados momentos é, de certa forma, uma imposição de limites. Imagine a criatividade como um músculo. Quando não exercitamos um determinado músculo, o mesmo tende a permanecer atrofiado, enfraquecido. Se, no entanto, o exercitarmos com regularidade, ele será volumoso, fortalecido. Eu costumo dizer que devemos ser criativos até mesmo naquilo que não exige criatividade, pela simples questão da prática. Não se restrinja à sua área de atuação. Não tenha medo do ridículo. Não fique o tempo todo focado no resultado (ah, no que vou me benficiar por fazer isto de forma diferente), foque também no exercicio. Certa vez, eu estava com minha ex-mulher em um quiosque da praia de Copacabana, tomando uma água de coco e comendo amendoins torrados. Ao observar a embalagem do amendoim, que era em formato de cone, percebi que a parte de baixo, se eu recortasse a parte de cima de determinada maneira, se assemelharia à parte de cima de uma flor. O canudo da água de coco, por outro lado, era perfeito para ser o caule dessa flor. Assim, improvisei uma flor, que teve, naquele momento, um impacto bastante positivo. Foi algo voltado para minha área de atuação? Não. Era uma ideia lucrativa? Eu diria que não. Foi um exercício criativo? Sem dúvida. O exercício constante da criatividade fará com que passe a ter insights a respeito de determinados problemas nos momentos mais inusitados – no banho, como foi o caso de Archimedes, na praia, no shopping, na academia, enfim. Condicione o seu pensamento criativo ao exercício constante.

3. Anote tudo que vier em sua mente. Se alguma boa ideia vier à sua cabeça, anote-a. Não confie 100% em sua memoria para guardá-la, pois há grande probabilidade da mesma distorcer ou até mesmo esquecê-la – afinal de contas, o dia-a-dia exige tanto de nosso cérebro que não é de se admirar que as boas ideias se percam dentro de um turbilhão de pensamentos. Ande sempre com um bloco e uma caneta à sua disposição – de preferência, ambos pequenos, para que possam ser carregados sem que te atrapalhem, em seu bolso, bolsa, mochila, maleta e afins. Mantenha-os sempre ao seu lado, especialmente na hora de dormir. Sonhos são uma ótima fonte de boas ideias. Dizem que 5 minutos depois do fim de um sonho, esquecemos 50% do seu conteúdo. Dez minutos mais tarde, esquecemos 90% de seu conteúdo. Assim sendo, mantenha seu bloco e caneta ao lado e anote seus sonhos no ato de acordar. Você ficaria surpreso com as boas ideias que já surgiram através de sonhos. O escritor inglês Robert Louis Stevenson tirou a ideia célebre clássico “O médico e o Monstro” através de um pesadelo que teve. Mary Shelley, a autora do romance Frankenstein, idem. Músicos famosos como Paul McCartney, Beethoven e Billy Joel também encontraram inspiração para algumas de suas composições através de sonhos. O inventor da máquina de costura, Elias Howe, tirou boas ideias para seu invento por meio de um sonho. O químico Alemão Kékule, o descobridor da molécula de benzeno, teve um insight para essa descoberta por meio de um sonho. Independente de sua área de atuação, não subestime o poder dos sonhos. Anote tudo, sempre.

4. Dedique-se ao lazer. É difícil ser criativo sob tensão constante. A mente precisa estar relaxada para que a criatividade possa fluir. Atividades de lazer, como esportes, yoga, meditação, literatura, artes, modelismo, colecionismo etc. possibilitam à mente um bom condicionamento criativo. O leque de opções é vasto e aberto a todos os gostos.Isso se torna ainda mais importante caso você trabalhe em uma empresa que, ao mesmo tempo que exige criatividade, possui um clima organizacional tenso e restrito. O lazer fora do local de trabalho é fundamental para manter a criatividade aguçada e o rendimento excelente dentro dele. Empresas como a Google, por exemplo, conscientes da importância do lazer, disponibilizam em suas instalações mesas de pingue-pongue, mesas de sinuca, espreguiçadeiras, vídeo games, lego, escorregas, fora uma infinidade de ambientes temáticos diversificados, de forma que seus funcionários estejam sempre relaxados, motivados e em constante processo criativo.Escolha uma (ou mais) atividades de lazer que lhe sejam prazerosas e não abra mão delas. Encare essas atividades como uma necessidade fisiológica, a exemplo de comer ou dormir. A diferença no seu rendimento criativo vai ser notável, confie em mim.

5. Invista em seu conhecimento geral. Quanto maior for o seu conhecimento geral, mais rápido, fácil e eficaz será o seu processo criativo. Imagine uma biblioteca onde exista apenas um ou dois livros. Existe alguma possibilidade de fazer um bom trabalho de pesquisa em uma biblioteca como essa? Alguns de vocês poderão responder: “bom, se nesses únicos livros lá existentes houver a informação que a pessoa precisa, então sim”. Concordo, mas convenhamos que isso foi pura sorte, não é? Mas é assim que uma mente com pouco conhecimento geral funciona na hora de invocar a criatividade – fica a mercê da sorte para que a pouca informação que tem sirva para desenvolver a ideia criativa. Seu conhecimento geral é a sua biblioteca particular, e sua criatividade irá varrer essa biblioteca em busca de informações que ajudem a desenvolver boas ideias. Assim sendo, trate de preencher as prateleiras dessa biblioteca. Quando falo de conhecimento geral, não falo apenas da informação relevante, encontrada em jornais, noticiários, documentários e afins. A própria cultura inútil é uma fonte valiosa de criatividade. Certa vez, o programa “Caçadores de mitos” reergueu uma embarcação afundada preenchendo seu interior com bolinhas de pingue-pongue, pois as mesmas eram leves e o volume ocupado por elas tiraria o volume ocupado pela água, possibilitando à embarcação reerguer à superfície. Agora, sabe de onde essa ideia foi tirada? Não caia para trás – de uma revista em quadrinhos do Pato Donald. Histórias em quadrinhos, desenhos, filmes pipoca, ícones da cultura inútil, tão desprezados pelos auto-proclamados intelectuais, volta e meia constituem uma fonte de criatividade tão importante quanto a cultura útil. Minha própria sócia certa vez escreveu um artigo de sucesso, onde ela comparava a crise mundial ao seriado Lost. É importante ressaltar que as duas formas de cultura são importantes, e não devemos priorizar uma em função da outra. Vivemos uma época onde a informação nunca foi tão fácil de ser adquirida. A Internet desempenhou um papel muito importante nisso. Hoje em dia, podemos nos informar praticamente a respeito de qualquer assunto e com pouco esforço. Hoje em dia, temos enciclopédias online, dicionários online, cursos online (e muitos deles gratuitos), graduações, pós graduações e MBAs online, jornais online, programas televisivos online, e muito mais. Só vive em uma bolha quem quer. A chave, aqui, é estar sempre antenado com o mundo, não só com o agora mas também com o passado. Procure, a todo momento, enriquecer seu conhecimento geral, pois nunca se sabe quando ele será necessário. Pode ser que certas informações jamais sejam necessárias, mas conhecimento nunca é demais.Shakespeare já dizia: “Quem rouba minha bolsa, rouba lixo, mas quem rouba meu bom nome, me rouba aquilo que não o enriquece, mas que me torna pobre, de fato.”

6. Esteja preparado para o esgotamento criativo temporário. Nem sempre podemos ter boas ideias, afinal de contas, somos seres humanos. Ocasionalmente, você irá enfrentar momentos onde, por mais que tenha seguido tudo que aqui fora dito, a criatividade não virá. Isso é normal de acontecer, e não deve jamais ser encarado como derrota. Quantos escritores já lançaram livros excelentes, seguidos por livros medíocres, que por sua vez foram seguidos por livros novamente excelentes? Caso esteja passando por um momento como esse, onde já tenha tentado de tudo e ainda assim não tenha conseguido nada, a melhor solução é pedir ajuda. Às vezes, o orgulho nos impede de fazer isso, mas preferir não fazer nada a ter co-autoria em uma ideia é, infelizmente, uma ideia estúpida. Jamais deixe de dar o crédito a quem lhe ajudou, pois não existe nada mais ingrato que assumir sozinho o crédito de um trabalho em equipe. Outro conselho importante: nunca, jamais, repita uma ideia anterior sua em um projeto novo, ainda que tenham sido realizadas sutis alterações, pois isso não é considerado criatividade, e sim falta dela. As pessoas não são ignorantes, e percebem, sim, a repetição. É o caso de alguns programas humorísticos brasileiros, onde os personagens repetem as mesmas piadas em todos os programas, apenas modificando o contexto onde elas ocorrem.

7. Realize sessões de Brainstorm. Normalmente, quando se fala de criatividade, só se fala em brainstorm. Eu me perguntei diversas vezes se deveria começar o treinamento por ele, mas eu pessoalmente acredito que o brainstorm dificilmente terá sucesso se você não observar os conselhos anteriores. Não adianta realizar uma tarefa que exija uma mente aberta se essa mente estiver fechada. Brainstorm é, sem dúvida, uma excelente forma de gerar ideias criativas, mas não deve ser o único método a ser recorrido, pois tende a viciar as pessoas a condicionar sua criatividade apenas a este momento, conforme disse no primeiro conselho. É assim que funciona: sozinho ou em equipe, apresente o problema e, primeiramente, acolha a maior quantidade possível de ideias para resolvê-lo. Neste primeiro momento, as ideias não devem, sob hipótese alguma, serem julgadas, independente de serem plausíveis ou surreais. Uma vez feito isso, procede-se ao segundo momento, onde a viabilidade de cada ideia listada será analisada e discutida. No final, a melhor (ou as melhores) serão acatadas e aplicadas. Existe um método de criatividade da Disney, extremamente semelhante a esse método de brainstorm, que consiste em três etapas, onde para cada uma delas, é designado um responsável (ou equipe de responsáveis) diferente, com base em seu expertise:

a. O Estágio Sonhador – Onde são apenas emitidas as ideias, livres de julgamento.

b. O Estágio Realista – Onde é analisada a viabilidade de cada ideia. Neste estágio, ainda não é discutido qual ideia pode ou não ser acatada, e sim a viabilidade individual de cada uma.

c. O Estágio Critico – Nesta etapa final, as ideias são novamente e rigorosamente analisadas, desta vez levando em conta quais delas podem ser acatadas para resolver o problema.



8. Rompa padrões. Gostaria de lhe propor uma pequena tarefa. Cruze os braços. Cruzou? Muito bem. Agora, descruze e cruze novamente, só que desta vez invertendo a ordem dos braços, ou seja, colocando o braço que antes estava em cima, em baixo. Foi mais complicado, não foi? Romper padrões não é fácil, mas ao mesmo tempo é divertido e estimula a criatividade. Todos somos, em algum momento da vida, presas de certos padrões de pensamento. O primeiro passo para sair disso é a conscientização. A partir do momento que perceber que está executando um determinado ritual, tente parar e pensar se aquilo pode ser feito de forma diferente. Você não precisa começar por coisas complexas. Se você, por exemplo, utiliza a mesma rota para ir de sua casa até a academia, porque não utiliza uma rota diferente? Se todo dia come a mesma coisa, porque não tira um dia para comer algo completamente diferente do costume? Se tem o hábito de ir ao cinema apenas nos finais de semana e feriado, porque não quebra a rotina indo durante a semana? Tente evitar ficar preso em certos padrões de pensamento, pois em muitas ocasiões isso nada mais é que um mecanismo de defesa criado pela mente. O ser humano gosta de se sentir seguro, e o fato de fazer algo cujo resultado já seja o esperado, traz segurança, não tenha dúvidas, mas também não traz novos resultados. Agradeça à sua mente por querer lhe defender, mas avise a ela de que não mais necessita disso, e passe a agir diferente.

9. Minimize o pensamento negativo. Salvo algumas exceções, o ser humano tende a falar muito mais a palavra “não” que a palavra “sim”. Existem pessoas que falam tanto a palavra “não” que acabam por utilizá-la em situações completamente desnecessárias, como é o caso de um amigo meu. Toda vez que ele me telefona para marcar algum programa de final de semana, ele começa a falar com a colocação “não”. Por exemplo: “Olá, João, tudo bem? Não, estou te ligando para saber se deseja ir este Sábado à pizaria”, ou seja, foi um uso completamente sem lógica e sem necessidade da palavra “não”. Não existe nada mais desmotivador no processo criativo que a negatividade. Quantas boas ideias deixam de ser executadas por causa de pensamento negativo! Pior, depois essas boas ideias são executadas por outra pessoa, o que traz uma intensa sensação de frustração. Isso já aconteceu com você? Sei que já aconteceu comigo, e não é algo incomum de acontecer. A única coisa que me diferenciou da pessoa que teve a mesma ideia que eu, foi que essa outra pessoa disse “sim” e a executou. Quer ver como é impressionante o nosso instinto negativo? Vamos fazer um teste. Pense em todas as respostas não-receptivas que podem ser dadas a uma ideia. Pause por quanto tempo for necessário e pense. Se tiver à mão um papel e caneta, faça um brainstorm e anote-as. Pause, agora. Ok, foram muitas as respostas não receptivas? Imagino que sim. Coisas como “isso não dá certo”, “isso é ridículo”, “já tentei isso antes e não funcionou”, “tem que ser assim e assado, é inviável”, “todo mundo vai rir disso”... Agora, façamos um novo teste. Escreva uma lista de respostas receptivas, utilizando o mesmo procedimento. Três minutos a contar de agora. Pause. Ok, como foi? Normalmente, é mais fácil escrever respostas não-receptivas que receptivas. Se este não foi seu caso, você já dispõe de uma vantagem gigantesca. Ao invés de negar as ideias que lhe vêm à sua cabeça, pergunte a si mesmo “O que é bom a respeito desta ideia”? Você adquirirá uma nova perspectiva em cima das coisas.
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Fractal

MEMBRO PROFISSIONAL

#268659 alguns comentários que te fiz por msn já estava no texto...realmente texto de grande valor.

identifiquei em mim muitas coisas do texto e, ser criativo muitas vezes é ser, dizer ou fazer aquilo que todo mundo acha ser loucura ou passar mico.

quanto mais nonsense for um comentário, mais critativo pode ser.

quando era jovem, um professor de português pediu que fosse feito uma redação sobre a chuva, estava com preguiça então fiz uma espécie de poema... o texto era basicamente esse:

TÍTULO: A CHUVA

"uma gota, outra gota, outra gota, outra gota..."

por 20 linhas, claro que o professor não aceitou e as pessoas na sala brincavam e diziam que eu era doido..eu ria, jogava pro lado de ser um brincalhão mas argumentava que fazia sentido e, olhando bem, uma chuva não é a junção de milhares de gotas?
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Coldzz

Veterano - nível 10

#268820 E ae cara? como que vai ser? se vai ficar apelando assim pra esses artigos?


Porra brother, assim não, com um artigo desses eu fico sem graça de deixar um feed assim, porque, porra ! não tem o que deixar velho, eu realmente me identifiquei muito, vários momentos meus de criatividade, onde eu sempre ficava "brisando" com os guardanapos no restaurante, picava eles, dobrava fazia aviõesinhos de papel, um cone com eles e colocava em cima do pudim na sobremesa pra dizer que era um tornado na cidade.


Isso era uma coisa que eu era repreendido pelos meus pais, mas realmente a sociedade nos implica uma linha de pensamento lógica e sem muitos desvios, pois isto é produtivo para o governo, para a economia e para as estatísticas, esquecendo do crescimento pessoal individual que faz, do Brasil por exemplo, um país onde 70% das pessoas não têm uma ambição no futuro, onde as pessoas querem um simples emprego medíocre que dê para comprar roupas, comida e uma casinha de merda.



A ambição não está presente, as mentes estão cada vez mais passivas, onde preferem esperar por uma boa ideia alheia do que expor a sua própria, pois assim teria de ser julgado e poderia ser julgado de uma forma desagradável.




A sociedade é indiretamente influenciada pela mídia e pela dramaturgia, daí nascem os famosos machos betas, os serial killers, estupradores, e todos os tipos de psicopatas criados por uma brecha repressiva da sociedade alheia.


Não sei se alguem aqui assistiu a novela "Caminho Das Indias" onde o esquizofrênico Tarso (Bruno Gagliasso) ele tinha ideias, e paranoias que logicamente são sem sentido e incompreensivas, mas se formos analizar, dali sairia um belo filme de ficção cientifica aonde garotos de rua previamente inoscentes perseguiam um mero homem de um jeito aonde sua familia jamais notaria, e lhe colocaram um chip rastreador onde sempre apareceriam para te perseguir, e este mesmo chip tem uma voz que fala dentro da cabeça deste ser, que luta para que sua família acreditasse em seu conceito, que mais parecia loucura.



Sugiro aos que duvidem, façam uma visita à um manicômio perto de sua cidade, leve um bloquinho e visite algum desconhecido e faça a seguinte pergunta à ele:

"Qual foi a ideia mais genial que você já teve, ou que viu alguém ter?"


Analise esta resposta de uma forma analítica e tente ver as coisas subentendidas. Loucos são gênios que perderam sua linha de pensamento linear, logo, eles usam somente sua linha de pensamento global, e como está no nosso artigo aqui, é a parte criativa do cérebro.




Exelente post Chameleon, eu não esperaria menos de você. Seu Safado !
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bloodrink

Veterano - nível 6

#268856 “Olá, João, tudo bem? Não, estou te ligando para saber se deseja ir este Sábado à pizaria”

MEU DEUS, EU TENHO ESSE MESMO VÍCIO, FUCK MY LIFE! hhahahahahaha, vou fazer o possível para diminuir e anular de vez isso :DD
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bloodrink

Veterano - nível 6

#268866 A propósito, OBRIGADO pelo tópico!
Me identifiquei muito, mas muito mesmo, e além do mais, me deu umas boas idéias para aumentar meu processo de criatividade. Sempre fui de inventar as coisas, mas pelo jeito vou ficar mais louco ainda! HAHA

aquele abraço,

bk
Lcgnardo

Aprendiz

#269839 Bastante filosófico o tópico. Nos leva a refletir sobre a nossa vida na infância e adolescência, o que mudou em relação ao hoje.

Até que ponto perdi minha criatividade? Será que eu estou entre os 7% das crianças que continuam criativas?

Vamos viver a vida intesamente, sem medo, ser "criança", às vezes, é bom.

Muito bom, Chamaleon!