Assuntos não relacionados ao tema principal do fórum.
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Criador do tópico

Don Ramon - MEMBRO EXCLUSIVO
#1044320 Toda vez que eu entro aqui eu vejo as mesmas dúvidas e anseios sobre coisas que os caras não tem controle, como:

- O que eu fiz de errado?
- Como faço pra conseguir x coisa
- Porque não gostam de mim

Acho que deu pra entender.

O que eu quero destacar é que foquem no interno, em seus pensamentos, comportamentos, escolhas, emoções, atitudes, ou seja, tudo que você pode mudar e, não ficar pensando em coisas externas, tais como; O que vão pensar de mim, e se ela não gostar de mim, como consigo x coisa.

O que estou dizendo é que quando se deparar com uma adversidade, eu quero que olhe para ela racionalmente e tome uma decisão se esta sob seu controle ou não, se não estiver está ok.

*Nenhuma mulher é obrigada a gostar de você
* Você não tem controle sobre o que os outros pensam

É isso, obrigado por ler. (MANTENHA EM MENTE O FODA-SE PARA O QUE VC NÃO PODE CONTROLAR)

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gaspar_pcl

Veterano - nível 1

#1044330 É bem isso e isso serve para tudo na vida, não só para relacionamento, mulheres etc, mas pra vida.

Mas usando o tema do fórum muitas vezes a gnt se pega (eu faço mto isso e hoje o meu foco é em mudar essa mentalidade), pensando nesses temas que você falou "ahh pq a fulana nao me quer....". Porra não quer pq não quer, paciência, se você fez a sua parte e ela não quis, não adianta ficar gastando energia nisso
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statham

Veterano - nível 10

#1044337 Grande Don Ramon! Estou lendo um livro do Epicteto, filósofo do Estoicismo, e logo no início veja o que encontrei:

Manual de Epitecto:

I.

(1) Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a repulsa – em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos públicos – em suma: tudo quanto não seja ação nossa.

(2) Por natureza, as coisas que são encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são débeis, escravas, obstruídas, de outrem.

(3) Lembra então que, se pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás, censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a nada nocivo.

(4) Então, almejando coisas de tamanha importância, lembra que é preciso que não te empenhes de modo comedido, mas que abandones completamente algumas coisas e, por ora, deixes outras para depois. Mas se quiseres aquelas coisas e também ter cargos e ser rico, talvez não obtenhas estas duas últimas, por também buscar as primeiras, e absolutamente não atingirás aquelas coisas por meio das quais unicamente resultam a liberdade e a felicidade.

(5) Então pratica dizer prontamente a toda representação bruta: “És representação e de modo algum <és> o que se afigura”. Em seguida, examina-a e testa-a com essas mesmas regras que possuis, em primeiro lugar e principalmente se é sobre coisas que são encargos nossos ou não. E caso esteja entre as coisas que não sejam encargos nossos, tem à mão que: “Nada é para mim”

Espero, com esse pequeno trecho do capítulo I do livro, complementar seu post e ajudar nossos amigos PUAs


#statham
Wantil

Aprendiz

#1044358 Levantou uma questão que todos nós sabemos mas que acabamos nos esquecendo com o tempo.
Bom post, vlw!
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Criador do tópico

Don Ramon - MEMBRO EXCLUSIVO
#1044395 [protegido] [/protegido]
statham escreveu:Grande Don Ramon! Estou lendo um livro do Epicteto, filósofo do Estoicismo, e logo no início veja o que encontrei:

Manual de Epitecto:

I.

(1) Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a repulsa – em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos públicos – em suma: tudo quanto não seja ação nossa.

(2) Por natureza, as coisas que são encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são débeis, escravas, obstruídas, de outrem.

(3) Lembra então que, se pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás, censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a nada nocivo.

(4) Então, almejando coisas de tamanha importância, lembra que é preciso que não te empenhes de modo comedido, mas que abandones completamente algumas coisas e, por ora, deixes outras para depois. Mas se quiseres aquelas coisas e também ter cargos e ser rico, talvez não obtenhas estas duas últimas, por também buscar as primeiras, e absolutamente não atingirás aquelas coisas por meio das quais unicamente resultam a liberdade e a felicidade.

(5) Então pratica dizer prontamente a toda representação bruta: “És representação e de modo algum <és> o que se afigura”. Em seguida, examina-a e testa-a com essas mesmas regras que possuis, em primeiro lugar e principalmente se é sobre coisas que são encargos nossos ou não. E caso esteja entre as coisas que não sejam encargos nossos, tem à mão que: “Nada é para mim”

Espero, com esse pequeno trecho do capítulo I do livro, complementar seu post e ajudar nossos amigos PUAs


#statham



Eu já li esse livro. Gostei muiiiiito. Chama Pv pra gente conversar sobre o estoicismo se quiser. Abraço e obrigado por compartilhar!