Artigos sobre sedução e afins. Tópicos com 60 dias sem resposta vão para área de Arquivos. Não poste dúvidas nessa área.
Avatar pua

Criador do tópico

Lúcifer

Aprendiz

#1041299 Se sua relação está desgastada, sua companheira te ignora, recusa sexo, não quer vê-lo, etc. isto significa que sua pessoa, tal como tem sido, não interessa mais. Portanto, é hora de "morrer" e se tornar outro. Entenda bem: "morrer", aqui, significa tornar-se outra pessoa completamente distinta de quem você foi, modificar-se até o ponto de causar estranhamento, sensação de perda. É uma "morte" simbólica: a morte real dos seus egos, isto é, da pessoa psicológica que você é.

Se você está em pânico, desesperado ou depressivo porque sua amada o traiu ou o despreza, e está pensando em suicídio, sugiro que não faça isso. Prefira "morrer" psicologicamente ao invés de atentar contra a própria vida ou contra seu próprio corpo físico. É melhor transformar-se psicologicamente do que suicidar-se, não acha?

Se você "morrer" de verdade em si mesmo, se tornará de fato, e não por mera suposição ou simulação, outra pessoa. Não estará simplesmente simulando um comportamento mas terá se transformado de verdade. Não será mais reconhecido, aquela que te fez sofrer irá estranhá-lo e irá se desesperar porque o perdeu.

Se você está sendo desprezado, isso indica que você pode estar cometendo os seguintes erros:

• Sendo excessivamente carinhoso;
• Falando muito;
• Tentando agradá-la todo o tempo;
• Demonstrando medo de perdê-la;
• Exigindo atenção, carinho e sexo;
• Exigindo a presença e a companhia dela;
• Correndo atrás dela todo o tempo, ligando sem parar etc.

A despeito das mentiras que as espertinhas contam, o fato é que um homem muito carinhoso se torna cansativo e serve apenas para ser rejeitado e tratado como um escravo ou como um cão vira-lata. O carinho deve ser bem dosado, racionado.
Seja carinhoso apenas de vez em quando e nas horas certas: em recompensa pela boa conduta. Seja mais frio do que carinhoso mas não totalmente frio.

Geralmente, o homem se esforça e se sacrifica intensamente, bajulando e agradando, para receber em troca uma quantidade mínima de carinho e sexo. Esta tendência é geral e você poderá confirmá-la pela observação. Elas estão tão acostumadas a isso, que sempre que você se mostrar carinhoso será visto como um assediador em busca da tríade sexo-carinho-amor. Como elas não gostam muito de sexo, resulta então que os carinhosos são considerados pouco interessantes e utilizados como meros escravos emocionais que dão tudo de si e recebem pouco ou nada em troca. O curioso é que são justamente os insensíveis, que são muito poucos, os que recebem de graça e sem esforço aquilo que os carinhosos e assediadores tanto lutam para conseguir. Isso ocorre porque elas não compreendem a lógica do amor em profundidade. No campo das relações amorosas, a mente das espertinhas funciona como a mente dos estelionatários: é incapaz de compreender os acontecimentos de um ponto de vista que não seja o seu. O único referencial amoroso que existe são elas mesmas pois vivem imersas em um egoísmo natural. É uma perda de tempo, portanto, pressionar e exigir carinho, amor e sexo daquelas que os recusam porque tal ato surtirá o efeito diametralmente oposto.

Não seja tagarela e não converse muito. Se você observar, verá que as conversas dessas mulheres costumam ser superficiais e subjetivas. Se você entrar nessa subjetividade frívola, participando de conversas inúteis, escutando ladainhas, canções psicológicas, fofocas, desfechos de novelas, maledicência sobre a vida alheia etc. o inconsciente delas reagirá considerando-o pouco masculino, já que entre as características masculinas ideais estão a objetividade racional, a firmeza, aprofundidade, a superioridade e o domínio (é por isso que elas perseguem os líderes). O desastroso resultado será o seguinte: sua companheira irá considerá-lo "legal", "gentil" e "agradável" mas muito pouco atraente como macho. Do mesmo modo, cairá igualmente em uma situação ridícula se ficar tentando ser engraçado, fazê-la rir, fazer micagens, pendurar-se em galhos de cabeça para baixo etc. pois será tratado como um alegre e bem intencionado palhaço. Também não entre em discussões, resista ao magnetismo fatal da língua viperina e ignore reclamações inúteis. Não fique gritando porque será considerado pouco masculino. Queremos que elas nos vejam como machos e não como amigos, animais de estimação e nem como palhaços, certo? Portanto, o ideal é ser silencioso, sério, bravo e conversar pouco. Entretanto, estas poucas falas devem ser acertadas, em tom de comando e de forma protetora e orientadora, dirigidas para o bem e nunca para o mal. Jamais legitime a acusação de que os homens são opressores e inimigos das mulheres.

Não corra atrás das fantasias dela, tentando satisfazê-las, porque você será considerado um mero escravo submisso. Podemos até fazer isso de vez em quando, mas não sempre porque comunica submissão.

Esta é a parte mais difícil: não tenha medo de perdê-la. Se você tiver este temor, ele transparecerá por meio de suas atitudes ou durante os implacáveis testes para descobrir quem somos. Esteja continuamente disposto a perdê-la de verdade, para sempre. Se sentir medo de perdê-la, estará demonstrando que não possui outras mulheres melhores, mais fiéis, mais dedicadas, mais sinceras e mais bonitas à sua disposição e que, portanto, é um macho de segunda classe, pouco capaz de conseguir fêmeas.

Comunicará também que quer pressioná-la, sufocando-a com seus sentimentos e apegos. As mulheres valorizam muito o desapego e a indiferença quando combinados com uma postura protetora-orientadora que lhes seja benéfica. Desapego, frieza sentimental e insensibilidade são consideradas características masculinas ideais. Entenda-se que tais atributos não são intrinsecamente maus pois podem muito bem ser usados para combater as coisas erradas, proteger e evitar perigos. A frieza é ruim quando está voltada para o egoísmo, mas não quando se traduz em calma direcionada de forma altruísta. É por isso que elas valorizam atributos assim.

Assediá-las e perseguí-las é também um grave erro. O assediador é rejeitado porque comunica ser incapaz de obter algo mais importante na vida. Assédio comunica fraqueza, submissão, desespero, urgência etc. Portanto, não fique telefonando sem parar, perseguindo-a todo o tempo etc. Deixe que ela faça isso com você e se não fizer... azar! Não a procure, deixe-a procurá-lo com a frequência que quiser. Assim saberá quem é ela de fato e o que sente de verdade.

Quando ela quiser vê-lo, não resista mas, quando ela desaparecer repentinamente, simplesmente esqueça-a, ignore-a e se ocupe com outras coisas, desaparecendo por mais tempo ainda, normalmente pelo dobro do tempo.

As mulheres estão acostumadas a serem bajuladas todo o tempo em troca de sexo, carinho e amor. Se adaptaram de tal maneira ao lisonjeamento, presentes, elogios, tratamentos especiais, privilégios etc. que levam um choque quando um homem as ignora. Sentem-se diminuídas, pequenas, acreditam que estão perdendo a competição com as rivais e sua auto-estima cai terrivelmente. Como resultado, muitas vezes assediam-no por vingança, na tentativa de rejeitá-lo assim que puderem dobrá-lo.

Não caia na armadilha do bom namorado democrático e maleável. Seja democrático se ela o merecer, mas seja firme em seus pontos de vista e somente os modifique se os erros forem objetivamente demonstrados. Se ela resistir, arrase todos os seus argumentos, passe por cima e esmague-os (observe bem: os argumentos, ficou claro?) sem dó e sem vacilação. O ato de ceder é visto como sinal de fraqueza de espírito por indicar pouca firmeza de propósito e pouca força de vontade. A maleabilidade jamais é reconhecida e retribuída mas, ao contrário, aproveitada como uma chance de abusar do outro. O maleável é considerado um otário e não um homem maravilhoso. Elas buscam machos que as guiem, dominem e protejam e não servos que satisfaçam suas vontades caprichosas.

O homem ideal, modelado segundo os nossos objetivos, fala pouco e de forma acertada (é só um modelo para referência). Usa um tom de voz grave e imperativo. Fala em tom de comando. Não pede permissão para sua companheira: ordena, mas não a obriga a obedecer, deixando a ela o direito da recusa. Não fala sobre si mesmo. Não se lamenta. Não confessa suas fraquezas. Não chora em presença da companheira. Não é tagarela. Olha nos olhos repentinamente, de forma fixa e firme. Não a observa todo o tempo, apenas de vez em quando. Não fica em cima: quase ignora sua existência. Não discute. Não polemiza: simplesmente informa. É um rei em seu domínio e não um servo.Não sente falta, não sente saudade. Não assedia. Não fica olhando para os corpos das outras mulheres, porque não é luxurioso e nem fornicário. Apesar disso, quando finalmente a fêmea o procura para o sexo, mostra sua força em um sexo selvagem avassalador como um furacão. É um terremoto na cama. Não lança cantadas: agrada sem esforço. Não grita. Não deixa que os jogos sujos passem em branco:sabe devolvê-los. Não é um palhaço. Não é engraçado. Não ri com frequência: apenas sorri levemente de vez em quando. Quando finalmente ri, sua gargalhada parece ter algo de estranho. Toma a dianteira nas situações. Domina a relação para o bem e não para o mal, tratando-a mulher como uma menina. Não importuna sua companheira perguntando sua opinião o tempo todo. Não se irrita com as provocações: sabe devolver as consequências a quem as lançou. É impenetrável, distante e misterioso. Não proíbe e nem se vinga: devolve as consequências, premiando as sinceras e levando as insinceras que tentam enganá-lo a arcarem com os próprios atos. Não corre atrás das mentiras pois não lhe importa se está sendo enganado ou não. Não se compromete de graça: cobra um alto preço. É um prêmio. Se valoriza. Não é afetadamente sensível. Não é delicado. Pode ter muito dinheiro mas o despreza. Está acima dos preconceitos sociais. Não é moralista e nem um sujeito "certinho" amigo dos bons costumes. Quando entra em um ambiente, atrai a atenção das mulheres porque as ignora. Não implora para ser amado. Não necessita de carinho passional para ser feliz: despreza-o por saber que é falso e hipócrita, prefere o amor verdadeiro. Ajuda. Orienta. Cuida. Protege. Guia. Não comete injustiças com a companheira. Mantém a razão ao seu lado. Usa a dureza e a firmeza para o bem e não para o mal. É desconcertante. Surpreende. Não é previsível. Não se comove com lágrimas de cebola, ignora lágrimas de crocodilo, se comove apenas com lágrimas reais, que sabe identificar muito bem. Não corre atrás de reclamações caprichosas. Fusiona características opostas. É simultaneamente bom e, em certo sentido "mau", indiferente e protetor. Pune o adultério com ruptura definitiva, inapelável, ou com desprezo. Jamais comete um crime passional. Se for atraiçoado ou enganado, sua simples ausência e desprezo serão suficientes para castigar a traidora que sofrerá por não encontrar outro igual para substituí-lo. É o melhor de todos porque faz o que nenhum faz: trata-a como uma menina, fazendo-a sentir-se criança, pequena, relembrando-lhe a infância, ao invés de endeusá-la, entregandolhe oferendas no altar. Seu coração vale ouro, cobra um alto preço para se comprometer: a fidelidade total, plena e transparente. É um mistério incompreensível. Em suma: é um Homem de verdade.

É claro que nenhum homem mortal se encaixaria matematicamente dentro deste modelo de forma total. Mas o modelo serve como referência para nos aproximarmos.

Quando um homem não está sendo notado, costuma fazer macaquices, assedia, lança cantadas, elogios, observa com olhar cobiçoso e faminto etc. isso indica que o mesmo é desconhecedor desta ciência e que não está se comportando como deveria. Se mudasse a forma de tratá-la, substituindo o assédio pelas atitudes corretas, a atração seria ativada. A necessidade de assediar demonstra desconhecimento dos comportamentos que geram atração. Aquele que age corretamente não necessita assediar. As únicas que aceitam assediadores famintos, desesperados e ansiosos que lançam cantadas sem graça com olhares esfomeados são as desesperadas: aquelas que têm filhos passando fome e precisam de um provedor com urgência, as solteironas que ainda não perderam as esperanças, as chatas insuportáveis etc. Se, apesar de tudo, uma mulher interessante aceitar tal comportamento repulsivo, o fará por algum outro motivo, como dinheiro ou status, mas jamais por ter se sentido atraída.

O fato de não sermos assediadores não significa que devamos ficar passivos, esperando parados que alguma caia do céu. Você pode e até deve tomar a iniciativa agindo como um macho que causa impacto, atinge psiquicamente, espanta e até choca positivamente (positivamente, que fique claro!) mas jamais como um débil assediador desesperado.

O ato de "horrorizar" positivamente, já explicado no primeiro volume, consiste em quebrar idéias consagradas, comportando-se de forma absolutamente oposta à comum mas bem calculada, ou seja, com um comportamento que demonstre diferenciação em relação aos débeis. Exige muita habilidade pois um erro mínimo pode surtir o efeito oposto ao desejado. A "horrorização" deve ser positiva e não negativa (guarde bem isso!). Um exemplo de "horrorização" positiva: dar uma ordem em um tom sério que se contraponha ao que uma linda espertinha estiver fazendo mas que, em última instância, a beneficie e proteja.
Esta atitude contraria a tendência de todos os débeis, que se apressam em agradá-la e se submetem ao invés de tratá-la "com a espada"[40] como fez Ulisses com Circe. Aqueles que são incapazes de contradizê-la, estão escravizados pela paixão animal e se transformam em porcos como os companheiros de Ulisses. O macho superior não somente a comanda, mas a contradiz e não quer nem saber se ela vai gostar ou não. Não se preocupa com as recriminações, decepções etc. porque não quer impressionar mas, justamente ao renunciar ao impressionismo, a impressiona.

Quando se fala do perfil masculino ideal, este que estamos tentando modelar, um perigoso engano costuma ocorrer. Vou denunciá-lo: há dois perfis masculinos ideais.
Um desses perfis é ideal para o alcance dos objetivos femininos egoístas e outro é o ideal ao alcance dos objetivos masculinos.
Normalmente, o perfil masculino ideal descrito e demonstrado em filmes, revistas, novelas, entrevistas etc. é falso pois corresponde apenas a objetivos femininos egoístas: seria o sujeito sensível e fofo que manda flores, trabalhador, honesto, carinhoso e que possui dinheiro, sempre à disposição. Como esse objetivo é totalmente calculista e egoísta nos fins e nos meios, resulta contrário aos nossos objetivos e se torna devastador para nossa vida quando o assumimos. Quase todas são unânimes em afirmar que tais homens são ideais e que gostariam de tê-los ao seu lado porém não dizem para que são ideais e nem para que os querem. Eu digo: são ideais para serem escravos emocionais dando amor e recebendo frieza, chifres, desdém, abusos etc. em troca.

O perfil masculino ideal que aqui descrevi e tentei modelar não é de modo algum este perfil das novelas que elas descrevem. É um perfil ideal para seproteger contra a dominação amorosa, a manipulação, o engano, a mentira, a dissimulação, o desrespeito e a colocação de cornos. Embora pareça contraditório, é um perfil que beneficia também as mulheres, apesar delas protestarem contra o mesmo quando são inconseqüentes.

É imprescindível resistir às influências fascinatórias em todas as suas formas. A fascinação é hipnótica e podemos definí-la como uma identificação de nossa pessoa com fatos exteriores. Contrariamente ao senso comum, a fascinação não opera somente quando há simpatia e deslumbre mas também em situações negativas de conflito. Palavras hostis, ofensas, insultos, provocações, escárnio etc. provocam tanta fascinação quanto elogios, carinho, promessas etc. A fascinação por atitudes negativas provoca estados emocionais negativos. Se estiver louco de raiva porque foi passado para trás, feliz da vida porque obteve o que queria, triste por ter sido abandonado etc. estará fascinado por esses acontecimentos. Não devemos, portanto, nos fascinar nem pelo bem e nem pelo mal.

Você não conseguirá simular este perfil masculino ideal que aqui modelei. Se tentar apenas fingir que é assim sem sê-lo de fato, seu tiro sairá pela culatra: desenvolverá doenças emocionais e será desmascarado nos testes seletivos para acasalamento dirigidos pelo instinto animal delas (todos temos instintos animais, ninguém deve se ofender com isso), caindo em situações ridículas. O instinto feminino possui uma sabedoria ancestral, desenvolvida desde os tempos préhistóricos, e rapidamente lhes permite identificar um farsante que quer acasalar-se. Seja um Homem de verdade com H maiúsculo. Mas para isso terá que morrer em si mesmo e virar outro. É uma tarefa dura, árdua. Muitos fracassam nessa tentativa.

Os homens de hoje parecem estar envergonhados de serem o que são. A moda é ser afetadamente sensível e qualquer um que levante a bandeira da masculinidade e da heterossexualidade é considerado pré-histórico, troglodita, retrógrado e machista. O macho está acuado. Costuma-se dizer que não servimos para nada. Entretando, todas se lembram de nós na hora do perigo e das tarefas difíceis. Ninguém se atreve a dizer que somos inúteis quando ocorrem enchentes, terremotos e incêndios. E se não fosse por nós, os machos, nossa espécie não teria sobrevivido aos perigos naturais e às feras desde a pré-história. Quem é que caçava mamutes e enfrentava tigres dentes-de-sabre para que elas tivessem proteínas para comer? Quem é que entrava nos rios infestados com crocodilos, piranhas e serpentes para trazer-lhes peixes?
Portanto, não é imprescindível ter útero e abrigar a vida no ventre para que alguém seja indispensável. É claro que sem as mulheres não existimos e sua importância nunca foi negada pelos homens de verdade. Nenhum homem idealizaria um mundo sem mulheres. Do mesmo modo, as características intrinsecamente masculinas que descrevi acima são imprescindíveis às mulheres, a despeito do que elas digam. Foram essas características que permitiram que os homens fizessem guerras e caçassem feras para defendê-las.

fonte: ALITA, Nessahan (2005). A Guerra da Paixão: As Artimanhas e os Truques Ardilosos das Mulheres no Amor. In: O Sofrimento Amoroso do Homem - Vol. III. Edição virtual independente de 2008.

ANÚNCIOS