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Fellipe Andreas
#1058740
Mr. Fisher escreveu:Concordo com tudo que você falou, menos isso aqui:

"Quanto mais valor damos a algo externo mais do nosso valor próprio gastamos para conseguir esse valor que nos é alheio. Isso explica porque nos dedicamos tanto ao autodesenvolvimento e alta produtividade, é uma estratégia que tem como objetivo reduzir as chances de rejeição".

Como chegasse a essa conclusão?



Rejeitar é um verbo, uma ação de um sujeito. Rejeição é um adjetivo, uma característica do sujeito em função de algo.
Talvez não deixei claro que não estava falando somente do relacionamento com mulheres nos últimos textos. Precisamos não só ser aceitos, mas ter capacidade de cumprir com nossos objetivos. Por exemplo: se você não é capaz de abrir um pote você necessariamente sofre rejeição para essa função.

No mundo em que vivemos o autodesenvolvimento é extremamente importante mais por criamos condições de vida que desejamos. Cada ser humano desenvolve naturalmente parte de seu potencial, mas é necessário que tomemos consciência de que é possível ir além. Dessa forma podemos decidir o que realmente queremos de nossas vidas de acordo com o valor que atribuímos as coisas.
Por isso ser rejeitado por alguém não deve ser encarado como algo ruim. É um fator momentâneo. Mas não desenvolver algo que você gostaria ou precisa é desenvolver a rejeição.

Aprender a diferenciar é a chave na hora de saber o que é nossa responsabilidade e onde podemos melhorar.
Guilhermedagazwln
#1058744 O sofrimento amoroso no homem é a constatação da distância entre o fator satisfação dos desejos e interesses na vida com o fator realidade construídas pelas suas ações e ações alheias somado ao fator surpresa, pois a vida também nos prega peças.
O porquê do sofrimento do homem é o caos na vida humana em coletivo que torna as pessoas estranhas ao amor, somado ao fato de a educação amorosa e sexual para viver a realidade deixar muito a desejar, tendo em vista que desde muito jovens somos educados com fantasias e ocultismo e acreditamos em um monte de baboseiras até certa fase da vida.
Quando caímos na real e começamos a consertar os danos pelos nossos muitos erros é que temos a chance de lidar com isso. Na posição de homens, temos que ser masculinos e termos as habilidades e qualidades antigas de homens do passado, o valor de homem que o mundo está tentando matar. Quando me refiro ao homem do passado estou me referindo a sedutores que sabiam do seu papel, da posição das mulheres e o que fazer, o que sentir, como agir e como evitar o que não funciona. Eram homens que sabiam seduzir, não tinham vergonha boba, eram discretos e se divertiam passando aquela impressão de "machos-alfas" independente de qual a sua real nomenclatura.
Independente da bebida, das festas, das mulheres e de tudo o que se passasse ao redor eles sabiam que eram homens e tinham uma ideia clara do que fazer, porque a masculinidade presente neles em algum momento lhes deixava alguma alternativa aceitável e minimamente honrosa.
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Fellipe Andreas
#1058914
Guilhermedagazwln escreveu:O sofrimento amoroso no homem é a constatação da distância entre o fator satisfação dos desejos e interesses na vida com o fator realidade construídas pelas suas ações e ações alheias somado ao fator surpresa, pois a vida também nos prega peças. [...] Independente da bebida, das festas, das mulheres e de tudo o que se passasse ao redor eles sabiam que eram homens e tinham uma ideia clara do que fazer, porque a masculinidade presente neles em algum momento lhes deixava alguma alternativa aceitável e minimamente honrosa.


Finalmente algo para eu discordar. Não que eu discorde das afirmações isoladas, acredito que só estão fora do contexto e da discursão atual.
Não acredito que “constatação” leve ao sofrimento pois o distanciamento dos desejos e da realidade nunca fez com que alguém deixasse de ser feliz. O “caos” agora aparece como a incongruência entre os fatores culturais e os materiais da experiência humana e razão do sofrimento. Num mundo sem esse “caos” ainda existiriam frustações. Então o caos não me parece como produtor de sofrimento afinal somos capazes de ser felizes apesar do caos.
“...e termos as habilidades e qualidades antigas...”. A falta de habilidades e conhecimento nessa área nos levou a situação presente e a consciência desses fatores na atualidade só foi possível pela percepção dos papéis sociais.
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Mr. Fisher
#1058939
Fellipe Andreas escreveu:
Mr. Fisher escreveu:Concordo com tudo que você falou, menos isso aqui:

"Quanto mais valor damos a algo externo mais do nosso valor próprio gastamos para conseguir esse valor que nos é alheio. Isso explica porque nos dedicamos tanto ao autodesenvolvimento e alta produtividade, é uma estratégia que tem como objetivo reduzir as chances de rejeição".

Como chegasse a essa conclusão?



Rejeitar é um verbo, uma ação de um sujeito. Rejeição é um adjetivo, uma característica do sujeito em função de algo.
Talvez não deixei claro que não estava falando somente do relacionamento com mulheres nos últimos textos. Precisamos não só ser aceitos, mas ter capacidade de cumprir com nossos objetivos. Por exemplo: se você não é capaz de abrir um pote você necessariamente sofre rejeição para essa função.

No mundo em que vivemos o autodesenvolvimento é extremamente importante mais por criamos condições de vida que desejamos. Cada ser humano desenvolve naturalmente parte de seu potencial, mas é necessário que tomemos consciência de que é possível ir além. Dessa forma podemos decidir o que realmente queremos de nossas vidas de acordo com o valor que atribuímos as coisas.
Por isso ser rejeitado por alguém não deve ser encarado como algo ruim. É um fator momentâneo. Mas não desenvolver algo que você gostaria ou precisa é desenvolver a rejeição.

Aprender a diferenciar é a chave na hora de saber o que é nossa responsabilidade e onde podemos melhorar.


Isso tudo que você falou agora é verdade. Mas o que eu não tinha entendido na verdade foi quando vc falou "Quanto mais valor damos a algo externo mais do nosso valor próprio gastamos para conseguir esse valor que nos é alheio". Na hora eu interpretei esse valor dado como se fosse o valor considerado. O valor que você imagina que a coisa tem, o quanto você valoriza ela. Agora que li de novo já não sei se você falava de uma simples valoraçã subjetiva no campo das ideias ou se vc falou em dar valor no sentido de agir demonstrando essa valoração com ações.

Exemplos:

1- Quando mais eu acho que aquela mulher tem valor, menos acho que eu valho.

2- Um homem, por valorizar muito uma mulher, começa a dizê-la que ela vale muito, repete isso, fala uma terceira vez... E assim seu valor diminui.

Você quis dizer em qual dos dois sentidos?
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Álvaro Ornellas
#1058965 Bem, eu acho a solidão superestimada pelas pessoas em geral. Por isso vejo a necessidade de muitos ficarem postando nas redes sociais a sua vida, para poder receber likes e serem populares. Acredito que a felicidade deve ser cultivada primeiramente em si mesmo, a partir da meditação solitária e depois compartilhada com pessoas especiais na sua vida. Eu saio muito sozinho e hoje em dia com a maturidade que tenho, companhia pra mim é uma questão de escolha.
Muito boa a sua técnica gostei.

Abraços!
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Fellipe Andreas
#1058996
Mr. Fisher escreveu:"Quanto mais valor damos a algo externo mais do nosso valor próprio gastamos para conseguir esse valor que nos é alheio". Na hora eu interpretei esse valor dado como se fosse o valor considerado. O valor que você imagina que a coisa tem, o quanto você valoriza ela. Agora que li de novo já não sei se você falava de uma simples valoraçã subjetiva no campo das ideias ou se vc falou em dar valor no sentido de agir demonstrando essa valoração com ações.

Exemplos:

1- Quando mais eu acho que aquela mulher tem valor, menos acho que eu valho.

2- Um homem, por valorizar muito uma mulher, começa a dizê-la que ela vale muito, repete isso, fala uma terceira vez... E assim seu valor diminui.

Você quis dizer em qual dos dois sentidos?


1- O valor é inconscientemente mas nos podemos trazer ele a consciência através de uma reflexão: "Quanto isso vale para mim e por que?".

2- O que atribuímos a nós mesmo não pode ser reduzido por uma avaliação de um objeto externo mas somente pela reflexão do nosso próprio valor. O problema é que as vezes usamos um objeto externo como contra-peso isolando características proeminentes desse objeto e comparando com as nossas. Nesse caso estamos comparando o melhor do outro com a nossa situação e nesse ponto podemos nos sentir "inferiores". É isso que dá a impressão que perdemos valor quando reconhecemos o valor de outra pessoa, não perdemos valor de verdade mas na comparação podemos nos ver como inferiores. A solução para isso é focar não no que os outros tem de melhor mas no que nós mesmo temos de melhor. E quando for focar no que o outro tem mais que você busque não comparar mas aprender com o outro, tento ele como exemplo de como melhorar em certa área.

3- Encontramos algo externo com valor e queremos para nós sempre avaliamos se o nosso valor atual é suficiente para conseguir esse valor externo.
Exemplo: faculdade (tempo, esforço e dinheiro), carro (dinheiro), amigos (tempo, carisma e esforço), mulher (tempo, esforço, carisma, beleza, emocional e dinheiro).
Estes são alguns exemplos de coisas externas com valor (faculdade, carro, amigos e mulher) e o valor interno nosso que devemos gastar para conseguir essas coisas (tempo, esforço, dinheiro, emocional, carisma, beleza e amocional).

4- Avaliamos sempre se temos valor suficiente para correr atrás do que queremos, o problema é quando avaliamos mal.
Um exemplo é achar que o dinheiro é fundamental para conquistar uma mulher. Na verdade o dinheiro é fundamental para criar as oportunidades de se conhecer uma mulher. Exemplo: entrar em clubes e festas, pagar a passagem de ônibus para uma praça mais movimentada, cuidar dos seus tênis ou bicicleta, manter uma aparência apresentável, em suma: agregar valor a sí próprio.